MUNDO INSÓLITO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Brasil: Estelionatário Glaidson apanhado com R$ biliões, boa parte em casa — ’Golpe pirâmide’ com bitcoins 07 Setembro 2021

O ’garçom’ Glaidson deu nas vistas ao movimentar em pouco tempo dois biliões de reais nas suas contas. Suspeito de ’pirâmide’ a envolver criptomoedas, foi detido na semana passada, com um grande volume de dinheiro vivo — milhões de reais, dólares e euros cuja contagem envolveu longas horas (foto) — e até barras de ouro que mantinha na sua nova mansão.

Brasil: Estelionatário Glaidson apanhado com R$ biliões, boa parte em casa — ’Golpe pirâmide’ com bitcoins

Na passada quarta, 28, a PF-Polícia Federal deteve Glaidson Acácio dos Santos, suspeito de um "golpe pirâmide". Na sua nova mansão, em seleto bairro fluminense, foram também apreendidos R$ 13,8 milhões, além de barras de ouro num total de R$ 20 milhões, um Porsche e um BMW.

O dono da empresa GAS Consultoria Bitcoin, súbito milionário na casa dos trinta, é um ex-empregado de mesa "num restaurante chique" na Orla Bardot, em Búzios, estância turística fluminense, com um salário de oitocentos reais.

Em sete anos, tornou-se dono da GAS que prometia 10% de lucro em investimentos de clientes no mercado de criptomoedas. Mas o dinheiro do cliente na mira de lucros astronómicos com bitcoins nem chegava a ser investido. Como é próprio do esquema da "pirâmide", o dinheiro do cliente que entrou paga o lucro do cliente que espera.

O súbito milionário — apanhado pelos movimentos de pelo menos R$ 2 biliões da sua conta empresarial — manteve todavia um baixo perfil, segundo a investigação da PF e do MPF-Ministério Público Federal.

Evitavam aparecer em público, ele e a esposa venezuelana Mirelis Diaz Zerpa. Mas os amigos postaram o vídeo do seu aniversário, celebrado em Angra dos Reis em fevereiro, com um show particular do cantor sertanejo João Gabriel. E a PF teve assim acesso a um dos primeiros "elementos de prova".


Imóveis de luxo no RJ, viagens com malas de dinheiro

Com a GAS, sigla formada com o seu nome todo, Glaidson conseguiu ascensão e acumulou fortuna. Em abril, mais de R$ 7 milhões foram apreendidos na casa de Cabo Frio (segundo a investigação, avaliada em R$ 9 milhões). Um casal de empregados na firma iam levar para São Paulo o dinheiro, em três malas.

Mais dinheiro vivo que na Lava-Jato

Na casa do Rio, foram encontrados mais de R$ 13,8 milhões "em dinheiro vivo", segundo um investigador da polícia que confidenciou à Globo "não tinha visto tanta quantidade de dinheiro em espécie, nem nas apreensões da Lava-Jato".

A GAS Consultoria Bitcoin era investigada há dois anos. Ouvido pela polícia, Glaidson negou "mexer com criptomoedas" e afirmou apenas "atuar com inteligência artificial, tecnologia da informação e produção de softwares".

Tramado pela vaidade dos amigos? O post da festa de anos nas redes sociais contrasta com a discrição habitual de Glaidson, cuja firma não tem site nem rede social. Ao contrário de outros investidores que se exibem nas redes sociais, ele não costumava expor os carros importados nem outros sinais de riqueza.

Surpresa, diz advogado

"Foi uma surpresa. Não esperávamos isso, não tínhamos conhecimento de algum tipo de procedimento ou investigação que pudesse levar a tal situação. R$ 20 milhões é uma quantia exacerbada e alta. Mas não é uma quantia que você possa afirmar que é oriunda de prática criminosa. Ganhar dinheiro, ter R$ 20 milhões em casa, isso por si só não é um crime. A partir de agora, a gente vai ver qual vai ser o caminho a seguir e traçar", disse em conferência de imprensa o advogado de Glaidson.

"Ganhar dinheiro, ter R$ 20 milhões em casa, isso por si só não é um crime. A partir de agora, a gente vai ver qual vai ser o caminho a seguir e traçar", disse o advogado Thiago Minagé à porta do tribunal. Minagé é também o advogado de Monique Medeiros, mãe do menino Henri Borel vítima do médico Jairinho (Vereador do Rio preso por infanticídio do enteado de 4 anos, 18.abr.021).

Fontes: Globo/CNN/UOL. Relacionado: Polícia encontra lista com 10 mil vítimas-alvos de bando de 5 estelionatárias, 14.jul.021. Foto (Polícia): Contagem do dinheiro apreendido em casa do estelionatário.

Nota: O "esquema de pirâmide" ou "pirâmide financeira", punível segundo o Código Penal brasileiro como estelionato e segundo a Lei Federal como crime contra a economia popular.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project