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Brasil: Faltou água para combater chamas no Museu Nacional do Rio – Acervo de 200 anos perdido 04 Setembro 2018

O incêndio de grandes proporções que deflagrou na noite de domingo para esta segunda-feira, 3, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, fundado em 1818 pelo rei aí residente, apenas foi controlado por volta das três horas (5H em Cabo Verde). Os bombeiros continuam no local em operações de rescaldo. O acervo de quase 20 milhões de peças, desde 1818, está quase todo perdido. O que motivou o fogo ainda está por definir, mas aponta-se a queda dum ’balão’ (dirigível) como causa provável.

Brasil: Faltou água para combater chamas no Museu Nacional do Rio – Acervo de 200 anos perdido

Os Bombeiros chegaram ao local, por volta das 19h30 (21H30 em Cabo Verde) de domingo e só conseguiram controlar as chamas quase oito horas depois. Em parte, devido à falta de água porque as bocas de incêndio não funcionaram.

"Praticamente tudo foi destruído", informaram os bombeiros. Só foram recuperados algumas peças do setor botânico e alguns documentos.

Às equipas de bombeiros de 13 quartéis e 24 viaturas juntaram-se agentes da Polícia Federal, Polícia Militar e da Guarda Municipal e profissionais de saúde.

O combate às chamas foi dificultado por problemas no fornecimento de água, porque, segundo testemunhos de funcionários, bocas de incêndio não funcionaram.

Do acervo do museu faziam parte coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas.

Luzia

O museu guardava também “Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, que remete a 12 mil anos, e representa uma jovem de 20 a 24 anos. No museu, havia ainda o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil.

Projeto para retirar administração, arquivo e centro académico do palácio

O diretor-adjunto do museu, Luiz Fernando Dias Duarte, em declarações ao canal Globo News disse que houve “descaso” de vários governos com o museu e que desde há anos a instituição tenta verba para uma reestruturação”. Esta iria permitir transferir o acervo para um edifício adaptado.

“Passamos por uma dificuldade imensa para a obtenção desses recursos. Agora todo mundo se coloca solidário. Nunca tivemos um apoio eficiente e urgente para esse projeto de adequação do palácio”.

Fontes: Globo/Agência Brasil

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