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Brasil: Futebolista manda matar a namorada e diz dormir com a consciência tranquila 15 Setembro 2020

O ex-guarda-redes do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado a 22 anos de prisão como mandante da morte e esquartejamento, em 2010, da namorada, Eliza Samúdio, cujos restos mortais até hoje não foram encontrados.

Brasil: Futebolista manda matar a namorada e diz dormir com a consciência tranquila

Segundo o jornal Correio da manhã, no início de uma entrevista que concedeu ao canal televisivo de São Paulo SBT, Bruno diz que não pede perdão para ninguém e que todas as pessoas a quem pediu perdão já o perdoaram e o mesmo afirma que dorme com a consciência tranquila.

Ressalta ainda ex-guarda-redes que, não foi ele o mandante e que as pessoas falam o que querem, no entanto que ele não é um bandido. Afirma ainda que, não é um anjo, mas também não é esse demónio que dizem.

A conversa, contudo, não chegou ao fim. Irritado com a insistência das perguntas sobre o crime, o futebolista cortou o diálogo bruscamente, evidenciando que nem o remorso nem os anos na prisão diminuirão a agressividade que sempre o caracterizou, até dentro de campo.

Cumprindo actualmente prisão em regime aberto, após passar anos em diversas cadeias, de onde era transferido por questões de ordem disciplinar ou confronto físico com outros detidos, Bruno joga agora no Rio Branco, clube do estado do Acre, na Amazónia, que disputa a quarta divisão do campeonato brasileiro. Desde que se encontra em regime aberto, já foi contratado por outros clubes, como o Boa, do estado de Minas Gerais, e o Operário, do Mato Grosso, mas a contestação dos adeptos e dos patrocinadores obrigaram-no a sair.

Conforme as informações do jornal Correio da manhã, Eliza Samúdio, modelo, desapareceu em Junho de 2010, depois de ter sido atraída por Bruno a um hotel de luxo no Rio de Janeiro, supostamente para fazer um acordo de pensão de alimentos do filho, hoje com 10 anos, que ela dizia ser do futebolista, contudo este se recusou a reconhecer. Nunca mais foi vista. Tinha 25 anos.

Após o crime, Bruno continuou a treinar e jogar no Flamengo, mas acabou preso. Um primo, de 17 anos, contou como tudo se passou, versão corroborada mais tarde por ‘Macarrão’, seu amigo, que acusou Bruno de ser o mandante da execução, conclui a mesma fonte.

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