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Brasil — Intervenção Militar no Rio: Fabricantes fazem promoção de armas em cerimónia com comandante da operação federal 22 Mar�o 2018

A Agência Brasil informa, nesta quarta-feira, 21, que “as duas principais fabricantes brasileiras de armas ofereceram 100 fuzis e 100 mil munições para a intervenção militar no Rio de Janeiro". O interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, "deixou a rápida cerimônia no Forte Copacabana sem fazer declarações”, segundo a AB, agência noticiosa brasileira.

Brasil — Intervenção Militar no Rio: Fabricantes fazem promoção de armas em cerimónia com comandante da operação federal

A promoção conjunta da Taurus e Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), as duas maiores empresas brasileiras de armamento, que teve lugar no ‘Museu Histórico do Exército-Forte de Copacabana&#8217, na capital fluminense; esta quarta-feira, 20, consistiu na oferta ao Exército de 100 fuzis e 100 mil munições “para a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro”, como noticia a AB.

Em plena crise na "cidade maravilhosa" — onde é muito controversa a intervenção federal decretada pelo presidente Temer, que parece não estar a conseguir cumprir a sua missão de "securizar o estado RJ" —, a ação das empresas fabricantes de armas está a ser percebida como apenas uma "oportunista operação de marketing", como referem a BBC e El País.

Os armamentos referidos, que, regra geral, são distribuídos para uso policial e militar nas cidades, "serão repassados às secretarias estaduais de Segurança Pública e de Administração Prisional". Estas decidirão como serão utilizadas essas "armas apropriadas para uso em ações mais complexas", como relata a AB.

Cerimónia rápida: General saiu sem falar

A declaração pública seria feita através dum porta-voz, após o “interventor federal” General Braga Netto deixar a cerimónia, encerrada “pouco mais de um minuto” depois que o “ ’cerimonialista’ (mestre da cerimónia) convidou o presidente da Taurus, Salésio Nuhs, para entregar simbolicamente um dos fuzis”, como reporta a AB.

A comunicação à imprensa, pelo porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, coronel Roberto Itamar, começou por afastar “fantasmas” sobre a qualidade das armas doadas.

“O fuzil não tem qualquer ligação técnica com as pistolas”, disse o coronel Roberto Itamar, defendendo o tipo de arma agora doado.

É que no ano passado, refere a AB, “após a Polícia Civil ter enfrentado problemas com pistolas da marca Taurus, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou a realização de uma auditoria.

O porta-voz informou ainda sobre o reforço bélico da Polícia Militar: “Alguns carros da própria PM já estão sendo recuperados pelo Exército e há a possibilidade de se aportar mais alguma coisa. Provavelmente até o final desse mês, teremos alguma notícia com relação a isso”, como cita a AB.

“Favela teste” Vila Kennedy

Para uns “bairro de classe média-baixa” e para outros “favela”, a Vila Kennedy na zona oeste da capital fluminense e marginal da Avenida Brasil, homenageia na sua toponímia a diversidade que compõe o país: as ruas têm nomes de países africanos, asiáticos e de músicos, como refere uma das teses sobre o urbanismo defendidas em universidades do país.

Sobre a intervenção do Exército no bairro “favelado”, o coronel Roberto Itamar referiu que “a avaliação interna do trabalho realizado, até o momento, na Vila Kennedy é positiva”, como cita a AB.

A intervenção militar /federal pelo Exército na “favela teste” teve início no dia 23 de fevereiro, com previsão de quatro, cinco semanas de duração. Esse prazo deverá ser cumprido e na primeira ou segunda semana de abril, “os militares devem deixar a Vila Kennedy”, segundo a mesma.

De acordo com o porta-voz, a PM já vem reassumindo aos poucos o papel de policiamento ostensivo na comunidade. “Mas o Exército não vai virar às costas para a comunidades”, refere a AB.

Quanto à investigação do duplo homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes: “ o gabinete acompanha as investigações e tem confiança de que num prazo muito próximo teremos notícias e esse crime será desvendado” concluiu, referido pela AB. Fontes: Referidas na peça.

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