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Brasil: Justiça decide arquivar caso de agressão a Bolsonaro por Adélio que é inimputável 05 Junho 2020

Três meses depois que a justiça federal aceitou a tese da inimputabilidade e ordenou a entrada num "manicómio judiciário por tempo indeterminado" de Adélio Bispo de Oliveira — que em setembro de 2018 esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro —, o detido com transtorno mental continua na penitenciária. Esta quinta-feira, 4, o Ministério Público pediu o arquivamento do processo.

Brasil: Justiça decide arquivar caso de agressão a Bolsonaro por Adélio que é inimputável

Pela decisão assinada há três meses, 2 de março, Adélio teria de, num prazo de 30 dias, ser transferido da Penitenciária Federal em Campo Grande, Minas Gerais, onde está preso desde que o crime ocorreu.

Para o juiz, Adélio Bispo deve ficar em "local adequado" para tratamento psiquiátrico. "Adélio deverá ser internado em local apropriado ao cumprimento da medida de segurança, com estrutura, equipe técnica e medicamentos necessários ao tratamento da sua enfermidade mental", lê-se na decisão judicial.

O pedido de transferência foi feito pela DPU-Defensoria Pública da União e teve parecer favorável do MPF-Ministério Público Federal. Foi assim confirmada a decisão judicial de junho do ano passado, que absolveu Adélio Bispo do crime, após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental.

O magistrado decidiu também que ele deveria "ficar internado em um manicómio judiciário por tempo indeterminado". Enquanto espera a transferência, Adélio permanece no mesmo presídio federal, onde a primeira sentença o colocou. Para o MPF, "o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições por meio do assassinato de um dos concorrentes na disputa presidencial".

A tese da defesa de Adélio, a qual afirma que ele agiu sozinho e que o ataque foi apenas "fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada" por doença mental, não foi logo acolhida pelo tribunal. Só após o segundo recurso, no ano passado acabou por ser aceite.

Já presidente da República, Jair Bolsonaro contestou a decisão judicial de inimputabilidade — segundo a qual Adélio não pode ser condenado, por ser portador de Transtorno Delirante Persistente, conforme apontaram relatórios de médicos especialistas em Saúde Mental.

Por fim, venceu a tese da defesa e os advogados de Bolsonaro disseram que acatavam a decisão do tribunal.
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Fontes: Globo/Agência Brasil/ Arquivo. Relacionado: Brasil: Juiz decide que Adélio sai da prisão federal — Agressor de Bolsonaro deve ir para prisão-hospício, 04.mar.020. Fotos do Atentado: Momento em que o candidato foi atingido com facadas. Detenção imediata de Adélio, e, ao alto, fotografado na prisão.

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