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Brasil: Mais de 11 mil médicos cubanos deixam país após Bolsonaro questionar "Mais Médicos" — 24 milhões de brasileiros afetados 16 Novembro 2018

A República de Cuba anunciou na quarta-feira, 14, a decisão de mandar regressar mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas, condicionou a sua permanência no programa “à revalidação do diploma” e impôs “como via única a contratação individual”.

Brasil: Mais de 11 mil médicos cubanos deixam país após Bolsonaro questionar

“Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo “ dos médicos cubanos. “Diante desta decisão lamentável, o Ministério da Saúde de Cuba tomou a decisão de não participar mais no programa Mais Médicos”, disseram fontes do governo cubano que acrescentaram ter sido notificada a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS).

O programa “Mais Médicos”, instituído, em 2013, pela presidente Dilma Rousseff, contou com “cerca de 20 mil médicos” cubanos, que chegaram a compor oitenta por cento do contingente desse programa que recrutava médicos no estrangeiro. Os médicos cubanos “atenderam 113.539 milhões de pacientes em mais de 3.600 municípios” no Brasil. “Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história”.

Classe médica nacional contra programa “Mais Médicos”

A uma voz unida através de associações ou em vozes individualizadas, muitos foram os médicos brasileiros que se posicionaram contra o programa. Criticaram-no como uma resposta "revanchista" aos protestos da classe em 2013, contra os gastos públicos bilionários em obras do Mundial de Futebol de 2014, enquanto os setores da Saúde se degradavam por falta de investimento.

Sentido de solidariedade muito arraigado

“Os médicos cubanos têm um senso muito arraigado de solidariedade e do ‘Juramento de Hipócrates’. Não se concebe o nosso trabalho sem o apoio às missões no exterior. O nosso salário pode ser baixo e talvez nos empurre para o exterior, mas também dá orgulho ver que o nosso trabalho é reconhecido em todo o mundo, além de contribuir para nosso país”, diz o infectologista Salvador Silva — que participou de duas missões no exterior durante a última década, Haiti e Libéria — em depoimento ao El Pais.

Fontes: Agência Brasil/Diariodigital/Citadas/Arquivo

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