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Brasil: Mandados da Justiça contra Queiroz ligado aos Bolsonaros — Flávio voltou a ser investigado 21 Dezembro 2019

O MPRJ-Ministério Público do Rio de Janeiro confirmou que, "hoje (18), foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão" relativos ao processo criminal em investigação sobre movimentações bancárias suspeitas por Fabrício Queiroz quando era assessor de Flávio Bolsonaro.

Brasil: Mandados da Justiça contra Queiroz ligado aos Bolsonaros — Flávio voltou a ser investigado

O nome deste que foi assessor de Flávio Bolsonaro, então deputado estadual (do Rio, pelo PSL), consta num relatório do COAF-Conselho de Controlo de Atividades Financeiras. Esta entidade aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão (c.4 milhões CV) numa conta em nome de Fabrício Queiroz.

O relatório integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu dez deputados estaduais no início de novembro. Na mesma ocasião, em fins do mês transato, o ministro Gilmar Mendes fez marcha-atrás na autorização dada em julho, e que ele próprio confirmou em 30 de setembro, para parar as investigações sobre o filho mais velho do presidente Bolsonaro.

No mês passado, Fabrício Queiroz ficou de fora do processo dos deputados presos porque não compareceu aos depoimentos do MPRJ. A falta foi justificada por motivo de tratamento médico. Também a esposa, Márcia Oliveira de Aguiar, e as filhas dele Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz faltaram ao depoimento, alegando que o acompanhavam em tratamento em São Paulo.

Gilmar Mendes autoriza investigação sobre Flávio Bolsonaro

Fabrício Queiroz está no centro do inquérito que apura a suspeita de ’rachadinha’ — tida como uma instituição bem brasileira, que consiste na devolução, a políticos, de salários por parte dos seus funcionários de gabinetes, que em certos casos são mesmo "contratados para não trabalhar" — praticada também no gabinete do então deputado do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

O inquérito havia sido paralisado há menos de cinco meses, em julho, por decisão do presidente Dias Toffoli, do STJ-Supremo Tribunal Federal.

Segundo a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STJ, que se pronunciou a 30 de setembro, Flávio Bolsonaro havia pedido ao MP-Ministério Público e ao TJ-Tribunal de Justiça a suspensão dos casos.

Dois meses depois de ter ele próprio ratificado a decisão do STJ, enquanto relator do processo, o ministro Gilmar Mendes veio em 30 novembro a fazer marcha-atrás e mandou continuar as investigações.
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Fontes: Agência Brasil. Relacionado: Gilmar Mendes defere pedido de Flávio Bolsonaro para parar investigações do ’processo Queiroz’, 02.out.019; Brasil: «Ia matar o Gilmar e depois me suicidar» —"Lava Jato" tão extremo que ‘ministro’ Janot quis matar colega, 29.set.019; Brasil: piorou de 96º para 105º no Ranking da Corrupção — "Rachadinha" de Flávio Bolsonaro repercutiu já,16.fev.019. Fotos: Gilmar Mendes, à esqª. Jair Bolsonaro e filho Flávio.

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