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Brasil: Menina de 14 anos entrega-se à polícia como "cultora da morte" —Matou a tia com facadas e golpes de panela na cabeça 27 Janeiro 2022

Foi um crime duma violência insana o que teve lugar na cidade de Feijó, no interior do Acre, Estado do interior norte a mais de 5 mil km de Fortaleza, na noite de segunda-feira, 24. "Nunca vi tanto sangue na minha vida", disse o delegado policial à reportagem da Globo, sobre o homicídio de Mª Antonieta Abreu, de 38 anos (foto), pela própria sobrinha de 14 anos, duma "família harmónica".

Brasil: Menina de 14 anos entrega-se à polícia como

A adolescente havia alguns dias que ia dormir à casa da tia, porque a mãe estava a viajar. Segundo o delegado, era uma família tranquila, "havia uma relação harmónica entre as partes".

O que chama a atenção, segundo o delegado, é que "o crime não foi impulsivo, um ataque, foi algo planeado. Tem um diário que ela escrevia sobre o sofrimento dela, da rebeldia, que a família não vai gostar do que ela fizer. Ela dá indícios de que mataria alguém ou se mataria, mas nada referente ao caso especificamente. Então, para o caso em investigação não vai servir [como elemento de prova]".

"Ela conta com uma tranquilidade... Disse que não havia uma preparação. Sobre o diário que encontramos, ela disse que era porque ela cultua a morte, que gosta. Mas, acredito que havia, sim, um planeamento", disse o delegado.

Disse que não se arrepende

A adolescente contou que cerca de duas horas antes de ir até a casa da tia, começou a planear o crime. Como sempre, por volta das 18H saiu para a casa onde ia dormir, mas desta vez levava uma faca. Esteve algum tempo a ver televisão com o primo de dez anos e quando ele foi para o quarto, acompanhou-o.

Ia para o amarrar mas como ele reagiu ela deu-lhe algumas facadas para o dominar. Assim foi: amarrou-o com um cinto e deixou-o trancado no quarto. Como a faca quebrou, ela foi buscar outra à cozinha, dirigiu-se ao quarto da tia..

"Aproveitando que a tia não a viu, porque estava deitada" na cama de costas para a porta, "ela esfaqueou exatamente na região da jugular. Ela disse que não lembra quantos golpes deu. Elas entraram em luta corporal e então saíram do quarto e foram para a sala, continuaram brigando e depois foram para cozinha, onde jogaram cadeiras uma contra a outra. Até que em determinado momento, a vítima escorregou e a menina aproveitou e deu mais facadas e pegou uma panela de pressão e começou a golpear a cabeça da tia. A panela chegou a amassar com os golpes", relatou o delegado.

Após o crime, a menina chegou a deixar um bilhete sujo de sangue a dizer "Eu estive aqui" e com o desenho de um coração.

"Ela disse que não se arrepende, que a motivação seria porque não gostava da tia, que ela não a deixava sair, em que pese que as pessoas achavam que elas tinham uma boa relação. Ela disse que fez totalmente consciente, que quis matar a tia, que não se arrepende e faria tudo de novo".

Cúmplice? Inicialmente, a suspeita era de que a agressora teria tido ajuda para cometer o crime. Contudo, de acordo com o delegado, descartaram a hipótese porque a vítima estava com dengue. Enfraquecida pela doença, não terá sido difícil à sobrinha cometer sozinha o crime.

Crueldade, barbárie, insanidade?

Fontes: Globo/Correio Brasiliense.

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