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Brasil: Menino de 5 anos morre em queda do nono andar - suspeitas de homicídio culposo com racismo 06 Junho 2020

Miguel morreu esta terça-feira, 2, aos cinco anos de idade no Recife. Caiu do nono andar do prédio onde a mãe trabalhava enquanto ela estava a passear o cão da patroa. Esta responde por homicídio doloso, com base nas imagens CCTV que a mostram a colocar o menino no elevador e apertar o botão ao alto.

Brasil: Menino de 5 anos morre em queda do nono andar - suspeitas de homicídio culposo com racismo

O caso está a ter repercussão internacional, através dos media de referência que, no atual contexto de manifestações que se seguiram à morte de George Floyd, associam ambas as mortes.

À mais recente no Brasil e à de Floyd, nos Estados Unidos, à distância de uma semana, atribuem o mesmo motivo: o racismo de que enfermam os dois maiores países do continente americano.

"Se ela tivesse um pouquinho de paciência"...

A mãe de Miguel, Mirtes Renata, contou que nesse dia levou o filho consigo e quando foi passear o cão da casa, a criança ficou sob os cuidados da patroa. Nesse apartamento do 5º andar do prédio estava também uma manicure a cuidar das mãos da patroa.

Quando o Miguel começou a chamar pela mãe, a dona da casa, como provam as imagens CCTV, foi colocar o menino no elevador e apertou o botão ao alto. O menino acabou por cair do nono andar.

O delegado Ramón Teixeira, que investiga o caso, disse ao Globo que a dona da residência foi presa em flagrante, com base nas câmaras de vigilância. Saiu sob fiança, de 20 mil reais, e irá responder ao processo em liberdade.

A Justiça entende que se trata de homicídio culposo, pois a ré tinha o dever de zelar pela criança enquanto a mãe estava ausente.

Black Lives Matter/Vidas negras importam

A trágica morte de Miguel aconteceu num momento de intenso debate sobre racismo, associado ao homicídio do americano George Floyd, sufocado por um policial branco.

Também no Brasil, uma semana antes, em 18 de maio, João Pedro, de 14 anos, morreu após ser baleado dentro da casa de sua tia durante uma operação policial em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

A polícia invadiu a casa, aos tiros alegando que bandidos haviam pulado o muro da propriedade e estavam no quintal. A tia de João Pedro disse que contou setenta e uma marcas de bala na sua casa, disparadas pela polícia nessa perseguição a "bandidos que ninguém viu". Fontes: El País/ Globo.

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