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Brasil: Milionária Lily Safra doa R$ 88 milhões para restaurar Notre-Dame 19 Abril 2019

O cheque de 20 milhões de euros doados para restaurar a catedral devastada pelo fogo no dia 15 e é assinado pela brasileira Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, dona de uma fortuna estimada em R$ 5,1 mil milhões de reais (no Brasil, ‘bilhões’), o equivalente a 2,3 mil milhões CVE (a nada módica quantia de 2,3 milhões de contos).

Brasil: Milionária Lily Safra doa R$ 88 milhões para restaurar Notre-Dame

Mais de dois milhões de contos! Parece muito… mas nem chega a um décimo dos cinquenta por cento da sua fortuna. Ou seja, a metade da fortuna que muitos bilionários – que assinaram o The Giving Plegde — prometeram dar a obras beneficentes.

Lily Safra, quatro vezes casada, duas vezes viúva e outras tantas divorciada, mãe de três filhos, nasceu em Porto Alegre há 84 anos. A acreditar no que dizem publicações diversas incluindo as biografias não autorizadas, artigos em jornais como o diário brasileiro Correio 24, a sua fortuna proviria dos seus quatro casamentos. Com Edmond Safra, de 1976 a 1999, ano da morte dele. Com Samuel Bendahan, de 1972 a 1973. Com Alfredo Monteverde, entre 1964 e 1969, ano da morte dele por suicídio. Com Mario Cohen entre 1951 e 1960, o único casamento com descendência.

Essa ’tese’, sobre a origem da fortuna que a coloca na lista Forbes dos bilionários, consta em biografias premiadas na América, como a da autora Isabel Vincent que a cognomina ‘viúva milionária’.

Mas a verdade é que metade dos multimilhões herdou-os dos pais: ele, um inglês que prosperou no ramo de ferrovias após chegar no início do século XX ao Brasil onde se casou com uma herdeira de origem judaico-sefardita. A outra metade provém dos rendimentos da herança paterna, a que juntou a herança de viúva do segundo e quarto maridos, ambos de origem judaica como ela e que não deixaram descendência.

A brasileira Lily Safra deixou de ter residência no seu país natal desde 1969, ano da trágica morte do segundo marido, por suicídio. Consta que reside “entre as casas que tem no Mónaco, Londres, Nova Iorque e Paris” .

A penthouse no principado monegasco — cenário da morte de Edmond Safra (cujo guarda-costas ateou o insólito incêndio que causou a sua morte por asfixia e foi condenado só a sete anos de prisão, porque se provou em tribunal que só quis mostrar ao "idolatrado patrão" que o podia salvar) — fica a menos de 20 km da sumptuosa villa da Riviera francesa, onde não reside.

Tida como grande benemérita, as suas doações têm tido ampla divulgação mediática. Uma delas foi a doação a obras beneficentes dos 39 milhões E do depósito feito pelo russo Mikhail Prokhorov para a compra da Villa Leopolda (cenário de filmes famosos na Riviera, França) por 370 milhões E — e que não se concretizou porque a crise de 2008 abalou a fortuna do magnata russo.

Destaca-se ainda que ela não contribui para obras beneficentes no Brasil.

“Duas judias doadoras de 120 milhões de euros”

Lily Safra e Françoise Bettencourt-Meyers, a herdeira da multinacional de cosméticos L’Oréal, são as “Duas judias doadoras de 120 milhões de euros”, que esta quinta-feira, 18, têm destaque nos media de Israel.

49,3 biliões colocam a francesa no primeiro lugar entre as multimilionárias no ranking mundial Forbes. Onde a brasileira é a #1756.
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Fontes: Times of Israel/Haaretz/outras referidas. Foto: Torre quadrangular da catedral de Paris, dedicada a Nossa Senhora, devastada pelo fogo.

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