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Brasil: Ministro da Educação Abraham Weintraub sai para Banco Mundial 20 Junho 2020

Abraham Weintraub, ministro da Educação e uma das figuras mais controversas do governo Jair Bolsonaro, anunciou ontem (5ª fª, 18) que vai deixar o cargo. A saída é saudada como um gesto de pacificação dirigido aos outros poderes da República, a contrariar a retórica dura institucional até agora usada pelo presidente e os seus próximos.

Brasil: Ministro da Educação Abraham Weintraub sai para Banco Mundial

No vídeo (captado na foto) em que ao lado do presidente, anuncia a sua saída, Weintraub, que é economista, diz que vai para o Banco Mundial e que não vai "discutir agora os motivos" da decisão.

Bolsonaro disse que "o momento é difícil" e que não deixará de lutar pela liberdade. Nenhum dos dois cita qualquer tema relativo ao setor da Educação, que regista a segunda saída em 18 meses.

Apesar de já esperada, a demissão do ministro da Educação ocorre no mesmo dia da detenção de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro. Além disso, esta que é a décima queda de um ministro do governo Bolsonaro, é a terceira demissão que ocorre durante a pandemia.

Olavista provável na Educação

O atual secretário de Alfabetização, Carlo Nadalim, nome ligado ao guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, é cotado para assumir a pasta da Educação.

O nome de Nadalim está ligado ao guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, o "filósofo" e prolífico escritor de obras de autoajuda. Do seu exílio nos Estados Unidos, o antipetista tem influência na escolha do elenco governamental de Bolsonaro.

Motivos para a saída

O ministro sai depois de "estrondosas" publicações escritas e de viva voz contra chineses, contra os ministros do Supremo Tribunal Federal durante uma reunião ministerial em que os insultou como "vagabundos" e pediu que fossem presos.

Ao repetir o insulto de "vagabundos" aos ministros do STF junto a um grupo de apoiantes do governo no domingo, Weintraub selou o seu destino. Bolsonaro no dia seguinte disse que o seu indefectível ministro havia virado um "problema".

Weintraub foi constante alvo de campanha pública a pedir a sua saída, além de ser um dos integrantes do governo que mais enfrentava resistências no Congresso, especialmente do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na última semana, o ministro sofreu mais um revés quando Bolsonaro editou uma Medida Provisória que permitia a nomeação de reitores temporários. Sem passar pelo processo de eleição, no caso das universidades federais durante o período da pandemia, a medida é um rude golpe à autonomia universitária.

Fontes: Globo/BBC/El País. Foto: O presidente e o seu ministro da Educação anunciam a saída deste na quinta-feira, 18.

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