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Brasil: Mortes em prédio que desaba após incêndio no centro de S. Paulo 02 Maio 2018

Uma pessoa morreu, outras duas são dadas como desaparecidas, dezenas estão feridas e umas duas a três centenas ficaram na rua depois que o prédio onde moravam no centro de São Paulo desabou. Tudo começou com um incêndio no quinto andar do prédio de vinte e quatro andares, entre a uma e meia e as duas horas deste primeiro de maio.

Brasil: Mortes em prédio que desaba após incêndio no centro de S. Paulo

A vítima morreu durante uma tentativa de resgate, segundo o coronel Max Mena.

Ainda não há informações precisas sobre o número de vítimas (entre mortos, desaparecidos e feridos) e segundo as autoridades é de esperar que haja mais vítimas.

"A gente trabalha com a hipótese de vítimas, entretanto não estão confirmadas", disse um responsável dos Bombeiros, o tenente André Elias, em entrevista à TV Globo, por telefone.

Segundo informações tanto da Polícia como de outros moradores da zona, "o prédio abandonado há vários anos estava a ser ocupado por famílias sem tecto", o que suscitou reações impiedosas, cruéis nas redes sociais. É que há um intenso movimento de ocupação ilegal de prédios vagos, que suscita muita reprovação social. Os últimos números dão conta de que cerca de 46 mil famílias totalizam 206 ocupações "irregulares", em toda a cidade.

No entanto, as informações foram depois retificadas por moradores do prédio afetado que contaram à Globo que o seu "prédio era organizado, tinha carteirinha de identificação usada para controlar o pagamento mensal".

"Todos pagavam renda, 400 reais” (16 mil CVE)

“Todo mundo pagava ’aluguel’, ninguém morava de graça. Eu pagava R$ 400 reais”, disse o morador Fábio Rodrigues da Silva, em depoimento à TV Globo.

Uma renda de 400 corresponde a quase metade dum salário. Um valor que não respeita a lei que diz que a renda deve ser até um terço do salário. No Brasil, quase metade da população recebe o salário mínimo, que ronda os 900 reais.

O edifício, após passar por sérias vicissitudes, sediou entre 2004 e 2011 a Polícia Federal. Depois, segundo estimativa da Defesa Civil, passou a ser habitado por 50 famílias, ou, segundo a Secretaria Estadual de Habitação, acolhia 150 famílias.

Bombeiros: 57 viaturas, 160 homens

O Corpo de Bombeiros no local deu início à retirada dos escombros. A mesma fonte informou que um prédio contíguo foi atingido pelo fogo, mas não corre risco de desabamento.

As equipas do Corpo de Bombeiros estiveram ao longo do dia de terça-feira a dar combate aos focos de incêndio, além do trabalho de busca de pessoas.

"Uma das vítimas, que estava amarrada em um cabo, na hora que o prédio colapsou foi junto. A gente conseguiu localizar o cabo agora, só que ele está rompido por uma grande estrutura. A gente deve encontrar essa vítima", informou Henguel Ricardo Pereira, subcomandante do 2° agrupamento do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

Donativos entregues na Cruz Vermelha

A autoridade municipal (Prefeitura) anunciou que os donativos destinados às famílias afetadas devem ser levados à Cruz Vermelha Internacional. Entretanto, 248 pessoas passam a constar do registo municipa como moradores do prédio desabado.

Dez dias para retirar escombros de prédio inovador "de interesse arquitetónico"

Segundo o secretário da Segurança Pública do Estado, Mágino Alves, o trabalho de retirada dos escombros pode levar até 10 dias.

O desabamento chamou a atenção para o o prédio que é um projeto do arquiteto sírio-brasileiro Roger Zmekhol (1928-1976) feito em 1961 para sede da Companhia Brasileira de Vidro.

O arranha-céus, denonimado "Edifício Wilton Paes de Almeida", prometia ser um marco da arquitetura moderna, também pela inovação trazida pela técnica curtain wall, pele de vidro, que revestia a fachada. Fontes: Globo/Estadão

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