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Brasil: STF indeferiu extradição de fugitivo colombiano Saade, homicida da noiva adolescente em 1994 10 Mar�o 2021

A polícia federal de Belo Horizonte comunicou, em 29 janeiro de 2020, a detenção do fugitivo colombiano sinalizado na lista vermelha da Interpol desde 1998. Entrevistado online, o pai de Nancy Mestre mostrou um novo alento na sua busca por justiça ao fim de 26 anos desde o dia em que perdeu a filha de 19 anos. O homicida era Jaime Enrique Saade Cormane, de 29 anos, amigo da adolescente e que horas antes a tinha ido buscar à casa para a festa do Réveillon, com hora marcada para o regresso.

Brasil: STF indeferiu extradição de fugitivo colombiano Saade, homicida da noiva adolescente em 1994

A Nancy nunca mais regressou. Quando o pai foi à sua procura, já não a encontrou nem ao seu amigo, um jovem administrador de empresas, filho da alta burguesia colombiana. A mãe de Jaime contou que tinha havido um acidente e a adolescente fora levada ao hospital.

Martín Mestre ouviu, no hospital, o pai de Jaime a dizer-lhe que Nancy se suicidara. Em busca da verdade, a investigação policial provou que Nancy fora atingida com uma bala na cabeça que não podia resultar de uma ferida autoinfligida. Além disso, não havia pólvora nas suas mãos.

Em 31 de janeiro do ano passado, 26 anos depois dessa manhã trágica, Martín Mestre entrevistado na TV brasileira "implorava aos magistrados do Supremo do Brasil" que extraditassem o assassino, que além de violar e matar Nancy, tinha profanado o cadáver na tentativa de esconder o crime.

Saade fugiu da cidade de Brarranquilla no mesmo dia do crime, 1 de janeiro de 1994, como relatou o arquiteto Martín Mestre entrevistado na TV brasileira.

As fontes oficiais confirmaram que o fugitivo vivia no Brasil com documentos falsos emitidos em 1995. Saade assumiu no Brasil novo nome, recomeçou do zero como empresário de lavandarias e constituiu família. Em 1998 foi condenado a 27 anos in absentia na Colômbia.

Em outubro último, o detido havia oito meses — mais de 26 anos após o crime e fuga e 22 anos depois de ser fugitivo da justiça e estar sob alerta da Interpol — , Saade, foi libertado. O Supremo do Brasil indeferiu, "pelo menos por agora", o pedido de extradição com um empate a dois votos.

Há oito meses, Martín Mestre voltou a suplicar justiça para a filha e dirigiu um apelo à polícia colombiana para que continuassem a procurar outros envolvidos no crime.

A decisão dos magistrados brasileiros foi dificultada pelo imbróglio jurídico que o caso acabou por constituir. Afinal, revelou-se que o fugitivo é cidadão brasileiro desde fevereiro de 2020 (após ser preso), com a formalização da união de 25 anos com uma cidadã brasileira com quem tem um filho de 24 anos e uma filha de 16.

Fontes: Interpol.org/Clarín.

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