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Brasil: 303 mil mortes de Covid-19, governo manda frente diplomática para comprar vacinas aos EUA, Índia 27 Mar�o 2021

O Brasil procura vacinas no mercado internacional enquanto dispara o número de contágios e óbitos — respetivamente 12.324.765 e 303.726 — nesta sexta-feira. As estruturas de saúde sobrecarregadas não conseguem responder ao total de pacientes internados, metade deles nas UTI-Unidades de Terapia Intensiva. "O governo está, desde o dia 13, a negociar com os Estados Unidos a compra de excedente de vacinas", anunciou no domingo um porta-voz da presidência, e ontem a Índia anunciou que a partir de 6ªfª, 26, não irá exportar a vacina Astrazeneca devido ao acelerar de casos no país. Uma importante carga para o Brasil foi assim adiada.

Brasil: 303 mil mortes de Covid-19, governo manda frente diplomática para comprar vacinas aos EUA, Índia

O agravamento da pandemia, intensificada pela nova estirpe do coronavírus detetada no Amazonas, levou a que o Brasil hoje registe, segundo a Johns Hopkins/Worldometers, o total de 12.227.179 (subiu mais de meio milhão em 24 horas: ontem eram 11.439.558) em casos de infeção e de 301.087 óbitos (ontem eram 277.102). Contudo, segundo fontes brasileiras, os números são mais altos: às 15:26 de ontem totalizava 12.051,619 de casos confirmados e 295.685 óbitos.

Esta semana o Estado de São Paulo — o primeiro em número de infeções, 2.311.101, e de óbitos, 67.602 — informou que o total de pacientes internados em enfermaria é de 16.871 e 12.168 estão nas UTI-Unidades de Terapia Intensiva. Os hospitais estão a trabalhar acima da sua capacidade, com falta de recursos — medicamentos, ventiladores, leitos… — e de pessoal.

Morreram à espera de leito. Em 24 horas "mais de 130 pessoas com Covid-19 morreram à espera de leito de UTI em SP. Um menino de 3 anos e uma jovem de 25 estão entre as vítimas", segundo informaram esta terça-feira as autoridades.

A vacinação, no país posicionado em terceiro e segundo lugar do ranking mundial de Covid-19, continua lenta. Com apenas 1,7 vacinados por milhão, o atraso é enorme mesmo comparado só aos países vizinhos da América Latina — que como a Argentina, México, Peru, Venezuela registam níveis altos de pessoas vacinadas.

Em Brasília, cadáveres armazenados no chão de corredores

Entre os vários hospitais que entraram em colapso em várias regiões do país, estão os do Distrito Federal sediado na capital, Brasília, onde "cadáveres foram armazenados no chão de corredores em unidades de saúde", segundo relata a Globo.

Bolsonaro: silêncio sobre 10 milhões de doses da "vacina russa", pede a STF para anular decretos estaduais que restringem mobilidade

A Presidência tenta derrubar, junto ao STF, decretos dos governos da Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul que determinam restrições na circulação de pessoas.

Mais um mês depois, nada mais se soube sobre a prometida compra de 10 milhões de doses da "vacina russa" (Brasil continua com números altos de contágios e óbitos, vacinas a ritmo lento — Esperança na compra de 10 milhões da Sputnik-V, 09.fev.021 ) e que devia arrancar, no início deste mês, com a imunização de quatrocentas mil pessoas.

Fontes: Globo/UOL/CNN/Agência Brasil. Fotos: Bolsonaro vacinocético não se vacinou, mas circula na internet a vacinação nos EUA do também negacionista da Covid, o seu apoiante Edir Macedo, líder da IURD. A ex-presidente Dilma Rousseff proferiu um "inaceitável furar a fila" quando o governador de São Paulo lhe ofereceu a vacina em janeiro; quase três meses depois, vacinou-se na [sua] vez em Porto Alegre. As forças da ordem têm vindo a reivindicar prioridade na imunização.

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