LUSOFONIA

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Brasil: Vice-presidente está com Covid-19 e toma cloroquina — "Vacinação arranca em janeiro" 30 Dezembro 2020

Em comunicado na noite de ontem (segunda, 28), a Vice-Presidência do Brasil informou que o general Hamilton Mourão, com teste positivo para a Covid-19, está em isolamento na residência oficial do Jaburu, em Brasília. A cloroquina é um dos medicamentos com que está a ser tratado.

Brasil: Vice-presidente está com Covid-19 e toma cloroquina —

Segundo a informação oficial, o general Mourão, de 67 anos, fez o exame porque "teve dor no corpo, dor de cabeça e febre ("que não passou de 38 graus").

O vice-presidente, "de acordo com a recomendação médica, faz uso de Hidroxicloroquina, Annita, Azitromicina e sintomácos (remédio para dor e febre) [sic!]. O seu estado geral de saúde é bom", diz a fonte oficial.

Já em maio, o vice-presidente brasileiro tinha ficado em isolamento, depois que um funcionário testou positivo. Mas o número-dois do Brasil não foi infectado, como revelou o teste negativo de há sete meses.

Vacinação? Janeiro? Cloroquina?

A terapêutica da Covid-19 com o antimalárico (hidroxi)cloroquina — o fármaco controverso cujo uso as instituições médicas querem manter limitado —volta a ser mencionada.

O vice-presidente do Brasil está a ser tratado com o fármaco que esteve várias vezes no centro do debate, a maior parte das vezes pela negativa (Covid-19 faz colidir Bolsonaro e Mandetta sobre uso da cloroquina e distanciamento social — País precisa de médicos cubanos forçados a sair, 11.abr.020; Covid-19: EUA com 52.996 casos e 685 óbitos — Vítima mortal após tomar fármaco antipalúdico elogiado por Trump, 25.mar.020; Corrida a fármaco anti-malária acaba em grave envenenamento — Trump propagou mito de cura de Covid-19, 22.mar.020).

Recorde-se que ao assinar, em 20 de maio, o decreto que ampliou o uso da cloroquina, Bolsonaro apresentou-o nos seguintes termos: "O último protocolo permitia a cloroquina apenas em casos graves. E agora não, es[t]e novo protocolo é a partir dos primeiros sintomas. Quem não quiser tomar não toma". "Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma [refrigerante] Tubaína", ironizou.

Vacinação? No momento em que o maior país lusófono regista 7.506.890 casos de infeção e 191.641 óbitos, nada indica que o programa geral de vacinação arranque no dia 4 de janeiro como tinha anunciado o vice-presidente no mês passado.

"Tínhamos tudo para ser o primeiro país na América Latina para vacinar toda a população. Temos a superestrutura para isso. Falta a vacina, por falta de acordo", diz uma professora da USP ao Deutsche Welle.

O ano a terminar, a desigualdade a aumentar, o governo sem plano claro nas duas frentes prioritárias: a pandemia incontrolada e a economia débil no país internacionalmente isolado.

O Brasil de 2021? A única certeza é a incerteza no maior país da Lusofonia.

Fontes: Agência Brasil./G1/Worldometers/BBC. Foto: Vice-presidente, general Mourão. (NR: [Sintomáco: a palavra não está dicionarizada].)

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