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Brasil: Viúva do embaixador grego condenada a 31 anos por conjugicídio 30 Agosto 2021

A justiça brasileira condenou esta sexta-feira, 27, Françoise de Souza Oliveira a trinta e um anos de prisão pela morte em 26 de dezembro de 2016 do marido Kyriakos Amiridis, o embaixador grego no país.

Brasil: Viúva do embaixador grego condenada a 31 anos por conjugicídio

Neste final de agosto, a justiça concluiu o julgamento do homicídio do embaixador grego em Brasília, Kyriakos Amiridis, de 59 anos, cujos restos mortais foram encontrados num carro carbonizado no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 2016.

Em plena quadra natalícia, a carioca Françoise casada com o embaixador grego desde 2004 registou um alerta de desaparecimento do marido ao fim de dois dias.

Segundo Françoise, Kyriakos ao volante dum carro alugado tinha saído da casa de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, na segunda-feira seguinte ao domingo de Natal que o casal e a filha de 10 anos tinham passado com os pais de Françoise no centro do Rio.

A polícia deu com o carro, que o embaixador alugara no dia 21, incendiado sob um arco duma ponte na área do Rio. Dentro estava o corpo incinerado da vítima.

A investigação policial conduziu à prisão de três pessoas indiciadas pelo crime: a esposa, o amante e o sobrinho deste.

Quatro anos e meio depois, o tribunal deu por provado que o plano de morte foi urdido pela esposa, de 40 anos, e o executante foi o amante, o polícia militar Sérgio Gomes Moreira Filho, de 29 anos.

Sérgio Gomes foi condenado a 22 anos de prisão. O sobrinho deste, Eduardo Moreira de Melo, de 24 anos, esteve um ano preso por suspeita de ter ajudado a esconder o cadáver, mas o tribunal agora mandou-o em liberdade.

Motivo?

Ficou por esclarecer qual o verdadeiro móbil do crime. Entre diversas hipóteses — desde a legítima defesa ao crime passional ou por ganância da esposa que, ascendendo à alta sociedade carioca vinda de uma família humilde, pretenderia manter o padrão alto de vida com os bens do defunto — nenhuma ficou esclarecida.

Nem tão-pouco, a investigação conseguiu apurar se de facto foi utilizada uma arma branca para perpetrar o "hediondo crime".

O polícia militar procurou justificar o crime com a legítima-defesa alegando que a vítima o agredira ao encontrá-lo em sua casa. Mas a acusação desmontou essa tese com a alegação de que o morto tinha uma "estrutura claramente mais robusta".

Autoridade policial pede "desculpa ao povo grego"

O diretor da Polícia Militar do Rio de Janeiro, corporação a que pertencia o homicida, apressou-se a pedir "desculpa ao povo grego" pelo "crime passional" que tirou a vida ao seu embaixador. Garantiu ainda que "o povo brasileiro é um povo ordeiro".
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Fontes: Globo/Folha/BBC/CNN. Fotos: O carro utilizado no crime. O "feliz" casal formado desde 2004 pelo diplomata grego e a brasileira Françoise que se conheceram em 2001, o ano em que Kyriakos iniciou o seu consulado no Rio.

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