LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Brasil divide-se ante acordo UE-Mercosur de 780 milhões de consumidores — Ecologia/Economia 01 Julho 2019

Cidadãos-consumidores de trinta e um países integrados no novo acordo assinado na sexta-feira entre a União Europeia, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Mas no Brasil, há quem aponte o ’acordo antonímico’, que ante a urgência de medidas contra a mudança climática desafia esse combate ecológico em nome da ’Economia não-sustentável".

Acordo "histórico", para os seus signatários, Cecilia Malmström, a comissária europeia do Comércio, Phil Hogan, o comissário europeu da Agriculture, e Jorge Faurie, o ministro argentino dos Negócios Estrangeiros, que em Bruxelas repetiram o adjetivo na tarde de sexta-feira, 28.

Têm razão para estar contente: as tarifas aduaneiras vão baixar quatro biliões de euros anuais, beneficiando a UE. Isto quando "as trocas comerciais com um bom parceiro como o Japão, são quatro vezes menor", como disse a comissária Malmström.

Há dez anos que as negociações UE-Mercosur sobre a livre-circulação estavam a decorrer e só por isso a sua conclusão ’é obra!’. Desde 1999 que se tentava um amplo acordo de associação, mas as negociações estiveram por diversas vezes totalmente bloqueadas, tendo sido retomadas apenas em 2016.

O maior impulso acabou por vir do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que durante uma visita ao presidente argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires, declarou que o acordo de livre-comércio estava em cima da mesa e deu indicações sobre a assinatura "iminente".

É o acordo mais importante do género que a União Europeia assina, dizem os analistas dos media de referência.

’Acordo antonímico’ — contentamento de uns e ceticismo de outros

"Neste estádio, o acordo é bom, se tivermos em conta que as preocupações da França foram todas respeitadas", declarou Emmanuel Macron, à margem do G20, em Osaka no primeiro dia da cimeira que na sua 32ª edição teve o Japão como anfitrião.

O presidente francês tem, pois, razão para estar contente com esta redução, nalguns casos há mesmo zeração. Na indústria automóvel, a tarifação aduaneira que é de 35% passa a zero. Nos vinhos e bebidas espirituosas idem, com a zeração dos 20 a 35% de taxas.

Fontes: Le Monde/

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau

blogs

publicidade

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project