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Brasil é 1º mundial em mortalidade de grávidas com Covid 02 Agosto 2021

O Brasil é o país com o maior número de mortes maternas devido à Covid: a taxa letal nas grávidas é de 7,2%, enquanto a taxa geral de mortalidade por Covid-19 é de 2,8. A piorar o cenário, desde janeiro que o Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina contra a Covid-19 da Astraze­neca em gestantes e puérperas.

Brasil é 1º mundial em mortalidade de grávidas com Covid

De acordo com dados do Observatório Obstétrico Brasileiro(OOBr) de Covid-19 divulgados no início de julho, na comparação entre 2020 e 2021, houve um aumento da mortalidade materna semanal pela doença de 328,8%. Enqua­n­to isso, em relação à população geral, o aumento foi 110,5% na média semanal de 2021 em relação ao ano passado.

Outros dados que preocupam são do estudo de Oxford Academic, que mostra que o grupo (grávidas) tem maior risco de morte e há maior possibilidade de complicações.

O risco de sepse/sépsis — popularmente conhecida como infeção generalizada— é 14 vezes maior e a possibilidade de precisar de ventilação mecânica é 13 vezes maior. As probabilidades de ter AVC, insuficiência renal, evento cardíaco adverso e doença tromboembólica também aumentam.

Apesar da vacinação contra Covid-19 estar em curso, ainda há muita desinformação, os estudos em andamento tardam em produzir resultados com o consequente atraso no avanço da imunização, e no caso, das gestantes e puérperas.

Um exemplo: apesar da recomendação em contrário do Ministério da Saúde no final de junho, a Prefeitura do Rio de Janeiro autorizou a aplicação da segunda dose da vacina anti-Covid da Pfizer para as grávidas com Astrazeneca na primeira dose.


Dissensos sobre 2ª dose com outra marca

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga — o quarto na pasta em três anos —, as gestantes que tomaram a primeira dose da vacina da farmacêutica anglo-sueca devem aguardar a passagem do puerpério (fase pós-parto) para receber, normalmente, a segunda dose do imunizante. "A intercambialidade não está autorizada, seja em grávidas ou em não grávidas", disse.

Queiroga justifica com a necessidade de aguardar os resultados de estudos em curso para pedir que Estados e municípios não autorizem a intercambialidade para as gestantes que tomaram a primeira dose contra a Covid-19 com o imunizante da Astrazeneca.

A posição de Queiroga contrasta, nesta questão de intercambialidade, com o facto de que vários países, Espanha, Emirados Árabes, Reino Unido e Itália, já autorizaram o uso do imunizante da Pfizer como segunda dose da Astrazeneca. Outros nove países recomendam a combinação: Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Chile, Dinamarca, França, Finlândia, Noruega, Portugal e Suécia.

Note-se contudo que o NHS, o sistema de saúde britânico, ressalva que em vez da Astrazeneca é preferível a vacinação com a Pfizer/BioNTech e a Moderna, "largamente utilizadas em outros países na vacinação das grávidas, sem "que tenham sido registados problemas de segurança", lê-se no respetivo site.

Janssen vetada

Queiroga também reiterou que a vacina da Jans­sen­­ não deve ser utilizada para a imunização de grávidas e puérperas, já que ela possui a mesma tecnologia do produto da Astrazeneca. Sendo assim, as únicas vacinas disponíveis para a vacinação de grávidas e puérperas no Brasil são a da farmacêutica americana Pfizer e a Coronavac.

Fontes: Sites institucionais — OMS, Grupo Brasileiro de Estudos de COVID-19 e Gravidez, outras referidas. Fotos: Mapa recente de Covid mostra aumento de casos no Brasil, devido ao atraso na vacinação. É o primeiro país em número de grávidas mortas por Covid-19.

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