LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Brasil flexibiliza uso de pesticidas — Oponentes acusam: "veneno no prato" 12 Julho 2018

O uso dos agrotóxicos no Brasil está ainda mais flexibilizado com a proposta da deputada federal Tereza Cristina, do DEM -Democratas, aprovada no dia 25 de junho. O IBAMA esta semana emitiu uma nota sobre os pesticidas como "substâncias cancerígenas, que provocam mutações genéticas, malformações fetais".

Brasil flexibiliza uso de pesticidas — Oponentes acusam:

É ao Ministério da Agricultura que compete assumir o registo dos agrotóxicos, na nova redação aprovada pela Bancada Ruralista, presidida pela deputada Tereza Cristina.

Os parlamentares aprovaram o texto controverso .sobre o uso de agrotóxicos, ao fim duma maratona de dez horas. No dia seguinte, os ambientalistas acusaram os congressistas de cedência ao lobby do agronegócio.

"É incrível. O projeto de lei colide com o que quer a nossa sociedade. Os membros da comissão parlamentar estão a dar as costas à população", disse a engenheira agrónoma Marina Lacorte.

As vozes contra vêm não só do lado dos ambientalistas mas também de entidades da Saúde.

Lista de produtos tóxicos

A ANVISA, agência de vigilância para a saúde pública, questionou a falta de rigor do texto, "que compara produtos à cafeína", acusa. "Em termos gerais, o PL estabelece que poderão ser registrados produtos que possuem características de mutagenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade, desregulação endócrina, que causem dano ao aparelho reprodutor e, ainda, que sejam danosos ao meio ambiente", disse a Anvisa, em nota ao G1.

A nova lei proposta, diz a ANVISA, estabelece que só devem ser proibidos agrotóxicos cuja avaliação aponte que eles têm "risco inaceitável".

Mas as substâncias que a entidade da saúde pública proibiu, dado o seu potencial cancerígeno, como os Monocrotofós, Endossulfam, Cihexatina, Tricloform, Pentaclorofenol, Lindano, Metamidofós, Parationa Metílica e Procloraz, são consideradas de difícil avaliação, diz a ANVISA.

Com a nova lei, tudo muda, já que o Ministério da Agricultura concentra todos os poderes para aprovar os pesticidas — mesmo se não for possível determinar uma dose segura para uso, como a ANVISA denuncia para manter a lista de proibidos.

Fontes: Le Monde /G1/ Folha de S.Paulo/https://www1.folha.uol.com.br

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project