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"Brasil menos ágil na vacina de Oxford" — Reino Unido e Argentina já aprovaram e vacinação arranca 4-1-21 31 Dezembro 2020

A luz-verde que a vacina de Oxford recebeu hoje (quarta-feira, 30) em Londres, seguida de Buenos Aires, põe a Argentina à frente do Brasil no arranque da vacinação para a próxima segunda-feira, 4. O imunizante anti-Covid produzido pela AstraZeneca e Oxford obteve a tão esperada certificação da autoridade britânica da Saúde e pouco depois (com o fuso horário a ajudar) a homóloga argentina anunciava a sua aprovação e arranque previsto também para a próxima segunda-feira. O Reino Unido tem 100 milhões de doses para 50 milhões de britânicos, administradas com um intervalo de três meses.

A vacina de Oxford — desenvolvida pela Universidade de Oxford e a empresa farmacêutica AstraZeneca e aprovada na reta final de 2020 — é classificada como "o motor da mudança na pandemia de Covid". O Reino Unido e os Estados Unidos foram os primeiros a encomendar a vacina — falava-se respetivamente em 100 milhões e 200 milhões de doses, deixando implícito que seria uma pessoa, uma dose.

Para o responsável da AstraZeneca, Pascal Soriot, "hoje é um dia importante para milhões de pessoas no Reino Unido que vão ter acesso a esta nova vacina" que "tem demonstrado ser eficaz, bem tolerada, simples de administrar e é fornecida pela AstraZeneca sem qualquer lucro".

A aprovação da vacina de Oxford, nove meses depois do arranque dos testes feitos com voluntários, chega com dois meses de atraso sobre o previsto. Até setembro acreditava-se que estaria pronta em finais de outubro e Trump prometeu-a para a antevéspera da eleição presidencial de 3 de novembro.

Mas no dia 8 de setembro a sueca AstraZeneca anunciou a suspensão dos testes devido à "má reação" de um dos trinta mil vacinados: "Decidimos fazer uma pausa na vacinação" a fim de "permitir o exame dos dados de segurança por um comité independente", disse o porta-voz da AstraZeneca em declarações ao diário britânico Financial Times (Vacina de Oxford em pausa após homem em teste ter reação adversa, 09.set.020).

Vantagens sobre a Pfizer

A vacina de Oxford tem não uma, mas duas vantagens sobre a da Pfizer que foi a primeira a ser aprovada e começou a ser administrada no dia 7 de dezembro (Note-se que, ao contrário da vacina de Oxford, a segunda dose da Pfizer é aplicada apenas três semanas depois da primeira).

Uma vantagem importante em termos de distribuição: não exige a conservação no frio a 70 graus negativos como a Pfizer.

Outra: a farmacêutica sueca AstraZeneca anunciou que espera vender a vacina ao preço de custo, sem lucro. Por seu turno, os laboratórios Pfizer, MSD/Merck Sharp & Dohme e Moderna, confirmaram numa audiência no Congresso dos Estados Unidos que contam obter lucro com a vacina anti-Covid.

Fontes: Clarín.ar/Globo/BBC/ NY Times/Le Monde. Fotos: A vacina de Oxford tem a vantagem de poder ser transportada já que os requisitos de conservação são menos drásticos que os da vacina da Pfizer.

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