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Brasil proíbe atracação de porta-aviões com materiais tóxicos e manda-o para alto mar 20 Janeiro 2023

A Marinha do Brasil proibiu hoje a atracação do porta-aviões “São Paulo”, vendido como sucata pelo país a uma empresa turca, e o despachou para alto mar devido ao risco de afundar e contaminar a costa com materiais tóxicos.

Brasil proíbe atracação de porta-aviões com materiais tóxicos e manda-o para alto mar

A decisão da Marinha, através da Autoridade Marítima Brasileira, deixa no limbo a situação do gigantesco navio de guerra abandonado que navega pelo Atlântico desde agosto de 2022, quando rumou à Turquia para reciclagem.

A embarcação, comprada pelo estaleiro turco Sök por 2 milhões de dólares (1,8 milhões de euros), nunca chegou ao destino e, no meio da viagem, foi enviada de volta ao Brasil depois de as autoridades turcas vetaram a sua entrada no país com base em denúncias sobre a sua possível alta concentração de amianto, substância reconhecida como cancerígena.

A Justiça brasileira, por sua vez, impediu o navio de atracar no porto de Suape, um dos mais importantes do país, localizado na região metropolitana da cidade do Recife, aumentando as incertezas sobre o futuro do porta-aviões.

Por fim, a Marinha proibiu hoje aquele que foi o segundo e último porta-aviões da frota brasileira de "aproximar-se de águas territoriais" ou "terminais portuários, dado o alto risco que representa, com possibilidade de encalhar, afundar ou bloquear o canal de acesso a algum porto nacional”.

Além disso, o Governo brasileiro ordenou que o navio se dirigisse para uma região "mais profunda", distante da costa com o objetivo de "garantir a segurança da navegação e prevenir possíveis contaminações ambientais da costa e de seus portos”.

A Marinha mencionou em comunicado que inspecionou recentemente o casco do porta-aviões e encontrou uma “séria degradação das condições de flutuabilidade e estabilidade”.

Da mesma forma, afirmou que a Sök "não adotou as medidas necessárias para a manutenção do casco", pois ainda não está coberto por seguro, nem há contrato para sua atracação ou reparação, entre outras exigências impostas pelas autoridades brasileiras.

“Atualmente, o casco apresenta uma degradação progressiva, observada a partir da comparação dos relatórios de inspeção dos meses de outubro e dezembro de 2022”, afirmou a Marinha brasileira.

Construído na França em 1963, o porta-aviões “São Paulo” serviu aquele país europeu com o nome de “Foch” por 37 anos, período em que atuou na guerra civil libanesa, na guerra do Golfo e em outros conflitos.

A Marinha do Brasil o comprou por 12 milhões de dólares (11 milhões de euros) e o incorporou na sua frota em 2001 até ser desativado em 2017. A Semana com Lusa

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