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Brasil segue drama da top-model achada em favela 10 Outubro 2020

A modelo internacional Eloisa Fontes, que a família procurava há um ano, foi achada na quarta-feira, 7, a morar numa favela do Rio de Janeiro, próxima de Ipanema. Estava descalça, de torso nu e visivelmente desnorteada. "Eu falei que ela estava precisando de ajuda", contou um agente que acolheu Eloisa Fontes a quem o mundo da moda e a pouca idade arrastaram para o declínio.

Brasil segue drama da top-model achada em favela

O mundo da moda abriu-se promissor para a adolescente. Viajou para Nova Iorque e outras capitais da moda. Desfilou para as griffes Dolce e Gabbana, Armani... Foi capa de prestigiadas revistas.

"Vítima do mundo da moda", como uma colega modelo a descreve, Eloisa Fontes hoje com 26 anos, foi esta semana resgatada pelo programa social Ipanema Presente após ter sido avistada por um morador de rua — que é um biólogo que também ’caiu na rua’ ao perder o emprego e a casa.

"Avistei-a com os seios de fora, desnorteada na praça vizinha da favela do Jacarezinho e chamei o programa de resgate Ipanema Presente", contou o biólogo à Globo.

O sargento do programa de resgate Ipanema Presente contou que o trabalho foi delicado. Eloisa começou por recusar entrar na viatura para onde foi levada. Ao perceber que uma policial havia ficado com a sua mochila, a jovem disse: "Olha, ela roubou a minha bolsa".

O agente aproveitou essa deixa, dizendo-lhe que iam registar a queixa na delegacia. "Ela confiou em mim, pegou na minha mão e fomos de carro até o Pinel (Instituto Philippe Pinel)".

Mas ao identificar o local, de internamento de pessoas ’caídas na vida’, Eloisa disse que não queria ficar internada. Já tinha fugido do hospital, ao fim de três semanas de internamento em julho no hospital — depois de resgatada da Favela do Jacarezinho pelo então namorado, um morador da Barra (bairro seleto do Rio) com quem ela foi morar no regresso dos Estados Unidos, no início do ano.

"Falei que era apenas para ela conversar e ir embora". Ela convenceu-se: "Então vamos", contou o sargento.

Eloisa foi internada. No hospital recebeu a visita da mãe que a convenceu a viajar com ela para casa, em Minas Gerais. Mas no aeroporto, deu-se nova reviravolta: a jovem fugiu da mãe e desapareceu a correr pelo Aterro do Flamengo, cerca das cinco horas da madrugada.

Amigos de Eloisa ouvidos pela reportagem da Globo são reticentes, preferem usar a palavra "surto" e evitam falar em drogas, como a reportagem induz das duas estadas na favela.

Eis como uma psiquiatra põe a questão: "Muita coisa passa a ficar disponível para [as modelos], inclusive as drogas. Mas, além disso, a necessidade de magreza, a importância do estereótipo, porque têm que estar sempre bonitas, perfeitas".

Psiquiatra: Fama e dinheiro mais fragilidade emocional

"Ela começou a carreira extremamente nova, seguindo o script que nós já conhecemos de meninas que têm o sonho de ser modelo e, muito jovens, ganham notoriedade e dinheiro muito rapidamente. Emocionalmente são muito frágeis", diz a psiquiatra Roberta França.

"Desconectada da realidade", Eloisa só parece lembrar-se que é mãe de uma menina de sete anos, cujo nome tatuou nos dedos. A guarda da criança está com o pai, o modelo e produtor executivo russo Vivien Birleanu, com quem ela se casou em 2014, em São Paulo.

"Outro sinal de que ela ainda carrega um pouco da vida de outrora, está na mochila preta deixada na casa do namorado", segundo a reportagem que refere o conteúdo. Eloisa guardava a carteira de trabalho original, as cópias do bilhete de identidade e do passaporte, além de cópias de contratos internacionais com agências da Alemanha, Roménia e Estados Unidos.

Havia "também cartas de referências de fotógrafos famosos, tudo em inglês, romeno e alemão", segundo contou um amigo da família de Eloisa morador no Rio que se responsabilizou por autorizar a hospitalização da modelo.

Ex-marido: Ela abandonou a filha bebé

Vivien Birleanu, mais conhecido como Andre Birleanu, modelo e produtor russo, e Eloisa conheceram-se em 2012, em São Paulo. Têm uma filha de sete anos que Eloisa, segundo ele, "um desastre de mãe" viu a última vez há seis anos: "Ela abandonou a minha filha em um aeroporto na Europa e eu tive que voar até Londres para pegá-la (a criança)".

"Sou pai solteiro desde então. Nem um centavo ou brinquedo ou presente ela enviou, mas ela tem dinheiro para crack, cocaína na favela. Muito chocante. Ela nunca mais chegará perto da minha filha", promete.

Sobre o uso de drogas, disse à publicação Dia.ig: "Eloisa nunca usou drogas perto de mim, mas era extremamente explosiva e rebelde. Nem a família dela, nem eu, nem ninguém pode falar com ela".

Birleanu acredita que um recente namorado de Eloisa pode ter influenciado no comportamento da jovem: "Quando ela estava com ele, usava drogas. Todo mundo disse que ela tinha namorado na Barra da Tijuca, mas ninguém fala que é um policial civil", acrescenta, inconformado. Segundo o Dia.ig, um amigo próximo informou que "o relacionamento de Eloisa com o policial acabou no mês passado".

Fontes: Globo/Dia.ig. Fotos: Do mundo da moda às drogas? Modelo resgatada pelo programa ’Ipanema Presente’ na 4ª,7, está internada.

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