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Brava/Casa Museu Eugénio Tavares: “Musealização é o primeiro passo para construir outras memórias” – ministro 07 Dezembro 2020

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, considerou hoje que a musealização da Casa Eugénio Tavares, na Brava, é o primeiro passo para construir a memória de outras “grandes figuras” cabo-verdianas.

Brava/Casa Museu Eugénio Tavares: “Musealização é o primeiro passo para construir outras memórias” – ministro

Em declarações à imprensa após a entrega da parte museológica da Casa Museu Eugénio Tavares, o governante ressaltou que se tratou da restauração da memória e do legado de um homem que é “um intelectual que ainda é incompleto”.

Conforme justificou, em estudos, Eugénio Tavares ainda é “incompleto” e é um processo que ainda vai continuar.

A Casa Museu, segundo a mesma fonte, abre um “pretexto” para visitar a ilha Brava, mas também é o “início de um longo processo de investigação” acerca de “todas as facetas de Eugénio Tavares”.

“É um bom momento para a cultura cabo-verdiana, um momento em que não só entregamos a parte material e física restaurada, mas também conseguimos criar um conteúdo de qualidade com um projecto museológico que é novo em casas museus em Cabo Verde”, disse Abraão Vicente.

Ressaltou que neste momento a casa Baltasar Lopes, em São Nicolau, está a ser restaurada e o que aconteceu na Casa Museu Eugénio Tavares pode ser o exemplo a seguir.

O governante apontou que para recuperar parte do espólio houve “grande colaboração” de várias famílias e agora a academia e o Instituto do Património Cultural (IPC) vão continuar a investigar as outras partes que ainda estão em falta.

Além disso, sublinhou que o espaço também significa abertura de emprego e mais rendimento para a ilha Brava.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Tavares disse que vê a Casa Museu Eugénio Tavares como sendo uma “mais-valia” para a ilha, que vai servir como uma das “peças fundamentais” para a promoção da ilha na área cultural.

A musealização do espaço, conforme realçou, vai trazer “mais vida e mais visitantes” e vai servir de núcleo para a transmissão do conhecimento acerca de Eugénio Tavares e da morna no geral.

Daí considerou a Casa Museu Eugénio Tavares de “extrema importância” e uma das “peças fundamentais” para alcançar o “objectivo maior” que é a “transformação da Brava num destino turístico de natureza e cultural”.

Estas obras, conforme explicou o autarca, foram divididas em duas fases e foram realizadas numa parceria entre a câmara municipal e o Governo, através do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas e do Ministério das Infra-estruturas, no quadro do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA)

Num primeiro momento, realçou, as obras incidiram na correcção de problemas físicas da casa, nomeadamente de infiltração no tecto, remodelação da casa de banho, piso do quintal, reboco da parte exterior, conservação do chão em soalho, entre outras intervenções, obras avaliadas em dois mil contos.

A parte da musealização envolveu a aquisição e a colocação de mobiliários visto que é Casa Museu, estando já instalados mobiliários da época de Eugénio Tavares, e há também uma parte para a transmissão de informações de tudo o que esteja a volta de Eugénio Tavares e da morna em geral.

Além disso, prevê-se a instalação de um quiosque para venda do artesanato bravense e da literatura a volta da morna e da cultura bravense.

Esta parte rondou os quatro mil contos. Asemana com Inforpress

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