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Brava/Caso Djonny: Relatório recomenda melhorias nas condições de transportes terrestres, marítimos e o reforço com um helicóptero 02 Setembro 2022

O relatório do inquérito instaurado para apurar as circunstâncias em que se verificou o falecimento de João da Cruz “Djonny”, de 14 anos, recomenda melhorias nos transportes existentes e o reforço com um helicóptero.

Brava/Caso Djonny: Relatório recomenda melhorias nas condições de transportes terrestres, marítimos e o reforço com um helicóptero

Estas recomendações constam do relatório enviado à Inforpress que aponta que “não houve negligência médica no processo de atendimento e prestação de cuidados ao doente”, mas deixou algumas recomendações a nível das estruturas de saúde e na questão dos transportes.

De acordo com o documento, recomenda-se uma melhoria geral das condições de evacuação dos doentes da ilha Brava para o Hospital São Francisco de Assis na ilha do Fogo, sugerindo a elaboração de um Manual de Procedimentos para Evacuações, que inclua todas as entidades envolvidas no processo, com identificação clara e objectiva dos processos e respectivos responsáveis.

Igualmente, recomendou um “reforço e melhoria” das condições de transporte terrestre, através do estabelecimento de acordos com a Protecção Civil para optimização dos recursos existentes, ou aquisição de uma ambulância e sua disponibilização ao Hospital Regional São Francisco de Assis.

Uma negociação com a CV Interilhas, para a preparação de um espaço próprio, acessível e equipado para acondicionar doentes acamados, foi também uma das sugestões, assim como a “deslocalização de um destacamento da Guarda Costeira e de uma das embarcações sob gestão do Sistema Nacional de Busca e Salvamento, para a ilha da Brava, no curto prazo, com posterior reforço desta unidade militar com um helicóptero destinado a evacuações médicas”.

Nas estruturas de saúde, o mesmo documento recomenda preencher as fichas clínicas (diário clínico) “de forma mais detalhada e implementar um sistema de monitorização regular”, criar condições locais para transfusão nas ilhas sem hospital de retaguarda, evitar que o técnico de saúde acompanhante, seja familiar do doente.

Do mesmo modo, sugere a “elaboração do protocolo de evacuação de máxima prioridade”, com a intervenção de todos os actores e a elaboração dos procedimentos e fluxograma de decisão, assim como, um formulário de registo durante os transportes a ser implementado com carácter legal e urgente, sob pena de situações idênticas se virem a repetir.

“Os procedimentos de evacuação devem ter enquadramento legal e estar normatizado onde fica espelhado de forma nominal a responsabilidade de cada interveniente e a conduta para cada etapa”, indicou o relatório, realçando que “cada instituição deverá preparar e manter equipas operacionais de transporte inter-hospitalar de doentes críticos”.

Para finalizar, recomenda-se a melhoria da comunicação entre os elementos da equipa e entre as estruturas, sugerindo formação em liderança, assim como a elaboração e implementação de um Protocolo de Assistência de Emergência Pré-hospitalar a nível nacional.

O inquérito decorreu de 10 a 26 de Agosto, por uma equipa liderada pela médica Yolanda Landim, gineco-obstetra, em exercício no Hospital Universitário Agostinho Neto, e integrada por Hélida Djamila Fernandes, médica pediatra em exercício no Hospital Universitário Agostinho Neto e Cilene Silva, gestora do Fundo de Segurança Marítima. A Semana com Inforpress

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