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Brava: Jovens de Cachaço unem-se à Câmara Municipal da Brava para procurarem solução de cães vadios 30 Julho 2020

Um grupo de jovens pastores procuraram o Presidente da Câmara Municipal da Brava, esta quarta-feira, 29, pela segunda vez, num período de quinze dias, para demonstrarem o seu desespero com os prejuízos causados pelos cães vadios.

Brava: Jovens de Cachaço unem-se à Câmara Municipal da Brava para procurarem solução  de cães vadios

Em declarações à Inforpress, o porta-voz do grupo, Manuel Mendes, avançou que esta é a segunda vez, em quinze dias, que procuram o autarca para exporem o seu problema, em relação aos cães vadios, que têm invadido as ruas e dizimação de animais na localidade de Cachaço.

“A situação está cada dia mais insustentável e as nossas cabeças de gado estão a ser dizimadas por cães vadios todas as noites. Além disso, não nos deixam descansar durante a noite”, explicou o jovem.

Segundo o mesmo, os prejuízos são incontroláveis, a ponto de se desesperarem e unirem-se à Câmara Municipal numa campanha de sensibilização e de recolha dos cães vadios.

Entretanto, o edil bravense, Francisco Tavares, sublinhou que dá para entender o desespero do grupo, tendo que passar para uma nova fase para solucionar o problema mas, em concertação com a vereadora responsável pela área, ficou a saber que já tinham sido feitas ações de sensibilização para o registo de cães, mas mesmo com o serviço gratuito, a maioria dos donos não o fez.

Quanto a isso, segundo escreve a Inforpress, a autarquia vai passar a uma outra fase, em que o Serviço da Protecção Civil da ilha vai fazer campanhas de sensibilização em todas as localidades para o registo e confinamento dos cães e depois deste período, passar-se-á a recolher os cães que, eventualmente, se encontrem nas rua sem registo e sem coleira.

“Tínhamos algumas dificuldades numa equipa para a recolha, mas os jovens no desespero, já se demonstraram disponível para tal”, disse o edil, avançando que já há um espaço para colocar os cães recolhidos por um período de dois dias.

“Temos de ser claros. A Câmara da Brava não possui condições para alimentar todos os cães vadios da ilha por mais do que dois dias, e neste período, os donos dos cães que desejarem tirá-los do espaço devem dirigir-se à Câmara, para o seu reconhecimento e poder levá-los para casa”, explicou Francisco Tavares, acrescentando que, caso não forem recolhidos, terão de ser “abatidos”.

“Por mais que seja uma solução dolorosa, mas ver o desespero dos jovens que passam meses de seca a labutarem com os seus animais, para depois verem o gado a ser dizimado por cães vadios é doloroso”, finalizou o autarca, citado pela Inforpress.

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