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Brava: População de Cachaço “clama” por “uma gota de água” há mais de 15 dias 22 Maio 2019

A população da localidade de Cachaço diz-se “revoltada” com a Empresa Intermunicipal Águabrava, que “há já três semanas não disponibiliza água” aos moradores, originando “consequências graves”.

Brava: População de Cachaço “clama” por “uma gota de água” há mais de 15 dias

Segundo o porta-voz da comunidade, Zé Carlos Pires, citado pela inforprpress, há cerca de três semanas que todos os moradores estão “ao pé das torneiras dia e noite” para verem se “um milagre acontece”, porque a situação está “a cada dia mais crítica”.

Os que têm condições e moram perto da estrada, indicou, compram água auto-transportada, mas os que não possuem ficam sem nada, a mercê de uma “caneca” que as pessoas que compram ou que tem nos depósitos desde a época das chuvas podem oferecer.

“Não há água para cozinhar, não há água para beber, não há água para higiene pessoal, não há água para lavar roupas, muito menos para os animais”, elencou o porta-voz, acrescentando que os animais ficam rondando as casas, entrando nos quintais a procura de uma gota de água para “matar a sede”.

Além disso, muitas mães que estavam presentes e deixaram claro que os seus filhos não vão a escola enquanto não houver água.

Uma das mães salientou que principalmente na parte de manhã muitas vezes não têm água para higiene pessoal, pior para o café, porque, têm de ficar a espera dos vizinhos ou de algum outro morador que lhes dê um pouco de água para “desenrascarem”, refere a mesma fonte.

Conforme contaram, já foram à empresa reclamar, mas a resposta que tiveram é que a localidade de Pau “é prioridade e não Cachaço”, e a explicação foi que esta localidade tem mais dificuldades do que Cachaço.

Diante da resposta da empresa Águabrava, a população de Cachaço considera que a zona está sendo “discriminada, principalmente pela Águabrava”, ameaçando, caso a situação não for resolvida dentro de 24 horas, partir para uma manifestação e se não for o suficiente para resolver este problema, ameaçam ir mais além.

O presidente da câmara municipal, que presenciou toda esta revolta da população, em declarações à Inforpress, disse não ter tido conhecimento da situação e prometeu fazer os “contactos necessários” com a empresa para se inteirar da situação e dos motivos que levaram esta comunidade a ficar sem água há quase um mês, e quais as soluções.

Mas, segundo o mesmo, o certo é que a comunidade não pode ficar sem água, e “nem que seja através de autotanques”, a câmara municipal e a empresa Águabrava têm de fazer a água chegar à comunidade.

Contactado, o responsável da Águabrava na ilha, Jandir Fernandes, explicou que realmente todos os anos nesta época as localidades de Cachaço e Pau enfrentam “muitas dificuldades” porque a água para ir até Cachaço tem de passar em Nossa Senhora do Monte, e como nesta época a necessidade de água é maior, automaticamente é mais difícil a água chegar de forma abundante a esta localidade.

Conforme afirmou a empresa “tem feito a distribuição de água para a localidade de dia e mesmo a noite” para tentar ultrapassar este problema.

MC/AA

Inforpress/Fim

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