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Burkina Faso: Chefes de Estado da CEDEAO condenam golpe de Estado e exigem libertação imediata do presidente Kaboré 28 Janeiro 2022

Os Chefes de Estado da CEDEAO condenaram hoje “veementemente” o golpe de Estado perpetuado na República do Burkina Faso e exigiram a libertação imediata do presidente Kaboré com garantia da sua integridade física e restauração da ordem Constitucional.

Burkina Faso: Chefes de Estado da CEDEAO condenam golpe de Estado e exigem libertação imediata do presidente Kaboré

Esta decisão foi comunicada à imprensa pelo Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, após participar na videoconferência da Cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para analisar a situação na República do Burkina Faso resultante do golpe de Estado que teve lugar no dia 24 de Janeiro.

“As decisões tomadas vão no sentido de uma condenação veemente do golpe de Estado, porque contraria todos os princípios que a comunidade defende e que todos os países integrantes da CEDEAO defendem”, disse realçando a decisão da Cimeira em exigir a libertação imediata do presidente Kaboré, a garantia da sua integridade física, assim como a exigência da restauração da ordem Constitucional.

Conforme José Maria Neves, os Chefes de Estado da CEDEAO decidiram, durante a Cimeira, enviar, já amanhã, uma delegação dos Chefes de Estado Maior das Forças Armadas da Região para fazer uma primeira avaliação da situação.

Informou ainda, que na segunda-feira, 31, uma delegação ministerial irá ao Burkina Faso para analisar a situação e apresentar um relatório aos Chefes de Estado e de Governo.

“Na quarta-feira, dia 03, haverá uma nova Cimeira que terá lugar em Acra (Gana), uma cimeira presencial dos Chefes de Estado e de Governo para a tomada de decisões definitivas e a elaboração de propostas que deverão ser apresentadas na Cimeira da União Africana a acontecer nos dias 05 e 06, em Adis Abeba (Etiópia)”, acrescentou.

Ainda o Presidente da República, a Cimeira discutiu a necessidade de se continuar o processo de revisão do protocolo sobre a democracia e boa governação, visando assim garantir que todos os estados da comunidade funcionem de acordo com os princípios democráticos da boa governação e da resolução dos problemas que afectam a comunidade da Região Oeste Africana.

“Os Chefes de Estado demonstraram a sua preocupação, relativamente, à instabilidade que se verifica na região, nos últimos 18 meses, pois tivemos três golpes de Estado: Mali, Guiné Conacri e agora Burkina Faso, a fim de encontrarmos soluções para, de uma forma preventiva, trabalharmos para que evitemos novos golpes de Estado e termos garantias de estabilidade a fim de termos boa governação e soluções de problemas que dizem respeito às pessoas e à comunidade”, assegurou.

Segundo José Maria Neves, Cabo Verde não se fará representar nas duas primeiras delegações, justificando tal ausência com condições logísticas visto que a equipa presidencial vai estar a viajar para Adis Abeba, onde participará na Cimeira da União Africana.

Apesar disso, afirmou que o embaixador residente em Abuja (Nigéria) poderá acompanhar o desenrolar dos acontecimentos em Acra.

Burkina Faso foi alvo de um golpe militar na segunda-feira, 24, após a renúncia do presidente Roch Marc Christian Kaboré, obtido sob ameaça, intimidação e pressão dos militares após dois dias de motim.

Face a esse golpe de Estado, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), num comunicado condenou “veementemente” o golpe militar que “marca um revés maior na democracia no Burkina Faso”. A Semana com Inforpress

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