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Burkina-Faso: Militares tomam poder no 2º golpe-de-Estado de 2022 01 Outubro 2022

Sexta-feira 30, em Uagadugu os soldados patrulham as ruas e os militares liderados pelo capitão Ibrahim Traoré estão na televisão a anunciar ao país a queda da junta desde janeiro presidida pelo coronel Damiba "cuja atuação enfraqueceu o sistema de segurança nacional". É pois sob o pano de fundo do flagelo djihadista que assola o país que o mesmo MASPR conduz em nove meses mais um golpe que suspende a Constituição, dissolve o governo e põe em ’stand-by’, com o fecho de fronteiras aéreas e terrestres, o país sem litoral.

Burkina-Faso: Militares tomam poder no 2º golpe-de-Estado de 2022

O novo líder do país é o capitão Ibrahim Traoré, designado presidente do MPSR-Movimento Patriótico para a Salvação e Restauração. Traoré, de 34 anos, deixa assim a chefia da unidade das forças especiais antidjihadistas "Cobra" na região nortenha de Kaya.

Instabilidade cíclica

Os golpes-de-estado são a marca do Burkina-Faso, um país que vive em instabilidade cíclica a nível político e de segurança nacional.

Note-se o magnicído — assassínio do líder — como uma forma de mudar o regime, no caso Thomas Sankara (Burkina-Faso/ Thomas Sankara: Julgamento dos presumíveis assassinos arranca hoje, 11.outº — Ex-PR Compaoré entre 13 acusados, 11.out.021.

Ataques djihadistas, a título de exemplo, veja-se o constante ataque a populações civis: Burkina-Faso: 100 civis mortos em ataques djihadistas sábado, 05.jun.021; Burkina-Faso: 7 soldados, 35 civis e 80 terroristas morreram, anuncia presidente Kaboré, 26.dez.019

Fontes: Le Monde/Reuters/... Relacionado: Burkina-Faso: Junta militar que prometeu " ’Revolução dos cravos’ de 25 de Abril.1974" faz 3 meses no poder, 23.abr.022.

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