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CEDEAO destaca necessidade de produção local de vacina 25 Julho 2020

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) defende a necessidade de desenvolver estudos com vista à produção de vacinas na sub-região devido as dificuldades impostas pelo encerramento de fronteiras pelos países parceiros, em virtude da pandemia de COVID-19.

CEDEAO destaca necessidade de produção local de vacina

Esta necessidade foi avançada pelo comissário da CEDEAO para a Indústria e Promoção do Setor Privado, Mamadou Traoré, durante a apresentação do relatório sobre os setores à Comissão Mista de Estudos e Política Macroeconómica/Administração, Finanças, Orçamento e Saúde do Parlamento da CEDEAO que se encontra reunida na sua IIª Sessão Extraordinária, remotamente, desde 21 de julho e termina amanhã, sábado.

Entretanto, para concretizar este propósito a Comissão da CEDEAO, através do comissário, Traoré, apresentou aos parlamentares da comunidade um plano para melhorar e desenvolver a produção local de medicamentos, baseada na medicina tradicional (The Traditional Herbs) e outros produtos, como máscaras faciais e desinfetantes para as mãos. refere fonte deste jrnal.

“Tivemos dificuldades em conseguir medicamentos de países visinhos, quando estes fecharam as suas fronteiras. Fomos obrigados a recorrer aos produtos tradicionais para combater o coronavírus”, lembra Mamadou Traoré reiterando que, por isso, os países da sub-região devem ser capazes de desenvolver a vacina, através de indústria local.

Sobre a questão de ervas para medicamentos tradicionais contra a COVID-19, Traore garantiu que a Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS), a agência especializada da Comissão da CEDEAO, está a analisar este assunto. Mas adverte, desde logo, aos parlamentares dos 15 que se trata de uma questão que exige uma rigorosa investigação e desenvolvimento, através de testes laboratoriais e em tempo real, antes da sua comercialização no mercado. Um processo, avisa o comissário, moroso, que leva, pelo menos, sete anos.

Relativamente à padronização dos itens do protocolo COVID-19, como máscaras faciais e desinfetantes para as mãos, o Comissário Mamadou Traoré disse que o Conselho de Ministros da saúde da CEDEAO adotará, brevemente, os padrões da Organização Internacional de Padrões (ISO), da União Europeia e Estados Unidos.

Contudo, segundo Traoré são precisos 121 milhões de euros para apoiar os Estados membros da CEDEAO na aquisição de equipamentos, formação e capacitação no âmbito do projeto de certificação de produtos regionais (ECOSO) que permite, por seu turno, padronizar, certificar e tornar os produtos fabricados na sub-região competitivos, de acordo com os melhores padrões internacionais.

“Precisamos produzir produtos competitivos, testados em laboratórios, mediante certificação que permite uma utilização mais segura. Por isso, vamos apoiar os países com formação e aquisição de equipamentos”, disse, segundo ainda a fonte deste jornal, Traoré sublinhando a importância de informação e comunicação às populações da comunidade sobre a boa utilização desses medicamentos.

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