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CEO da empresa VisionWare alerta: O cenário de terror de ataque cibernético em Portugal pode ser replicado em Cabo Verde 18 Fevereiro 2022

O CEO da empresa de especializada em segurança VisionWare, Bruno Castro, realizará, de 21 a 25 deste mês, uma visita de cinco dias a Cabo Verde, com o objetivo de abordar as medidas preventivas de segurança a desenvolver imediatamente face ao cenário de ciberataque “quase generalizado” que está atualmente a ocorrer em Portugal. «O cenário de terror cibernético que temos estado a viver em Portugal, leva-me a ponderar a possibilidade de ser replicado em Cabo Verde a curto prazo, onde receio que teria um impacto desastroso para o País», alertou. Castro conclui que, provavelmente, a rede de Estado pela sua dinâmica e inovação constante, e o setor financeiro, por interesse óbvio, poderão estar mais expostos a ciberataques por parte da comunidade criminosa. Mais detalhes na entrevista que se segue, que o mesmo concedeu ao Asemanaonline.

Entrevista conduzida por: Maria Cardoso/Redação

CEO da empresa VisionWare alerta: O cenário de terror de ataque cibernético em Portugal pode ser replicado em Cabo Verde

A Semana - Em que consiste a empresa VisionWare?

Bruno Castro - A VisionWare é uma empresa especializada em segurança, com atuação a nível mundial e uma das referências europeias do sector. Sob o mote “Challenging an Unsafe World”, a nossa missão consiste em contribuir para aumentar a maturidade e nível de segurança dos nossos clientes tornando-nos o seu “braço-armado” no que respeita a disciplina de segurança de informação, nomeadamente na gestão das exigências, requisitos e riscos de segurança oriundos da sua presença no mundo digital.

Qual é o objetivo da vinda do Diretor Executivo Bruno Castro a Cabo Verde?

- Na realidade, e desde 2007, que Cabo Verde é o centro de operações da VisionWare para o mercado Africano e Médio Oriente. Como tal, a nossa vinda a Cabo Verde, é uma realidade constante. Podemos assumir que neste caso em concreto, e para além do trabalho de gestão regular a desenvolver nos nossos clientes, existe uma intenção de abordar as medidas preventivas de segurança a desenvolver imediatamente face ao cenário de ciberataque “quase generalizado” que está atualmente a ocorrer em Portugal.

A empresa tem clientes em Cabo Verde?

- Sim! A VisionWare tem uma presença em Cabo Verde desde 2007. A nossa base de clientes é bastante dispersa tendo uma presença continuada, desde há muitos anos, nas principais referências nacionais. Temos clientes na Administração Central, Administração Pública, Farmacêutico, Banca&Seguros, Fuel&Gas, Autoridade, entre outros.

Ataques mundiais e serviços de segurança informática prestados a Cabo Verde

Que tipo de serviços presta em Cabo Verde?

- A VisionWare presta serviços especializados de segurança em todas as suas vertentes, desde cibersegurança, compliance na norma ISO27001 (segurança de informação), privacidade (face ao Regulamento Geral de Proteção de Dados), formação especializada, investigação forense (numa vertente criminal), até resposta a desastre ou incidente de segurança.

Somos o parceiro de confiança da camada de administração das organizações no que respeita a segurança.

Como é que vê ou analisa a problemática dos ataques cibernéticos e a insegurança informática a nível mundial?

- De uma forma muito preocupante. O cenário de terror cibernético que temos estado a viver em Portugal, leva-me a ponderar a possibilidade de ser replicado em Cabo Verde a curto prazo, onde receio que teria um impacto desastroso para o País. Diria que essa é uma das minhas principais preocupações para Cabo Verde na atualidade. Apesar de existirem várias organizações cabo-verdianas que se têm vindo a preparar para o tema, continuam ainda a persistir uma percentagem significativa de entidades – públicas e privadas – as quais ainda não endereçaram os desafios e exigências da segurança com a importância que esta merece. Este facto, ocorrendo na dimensão dos ciberataques que estão a acontecer atualmente em Portugal, e numa analogia direta, poderá vir a ser relevante inclusive para a estabilidade nacional.

Que tipo de ataques são mais frequentes mundialmente?

- Atualmente, diria que ataques de phishing via correio eletrónico com roubo de credenciais (passwords) e posterior usurpação de identidade, serão a combinação mais comum no mundo do cibercrime atual. Depois, e consoante a intenção do grupo cibercriminoso, poderá existir desde roubo/divulgação de informação até à interrupção de atividade operacional da organização com, por exemplo, a realização de ciberataques de ransomware. Contudo, e como poderá entender, existem cada vez mais ciberataques com morfologias e níveis de sofisticação completamente distintos. Estão constantemente a evoluir, quer em termos técnicos, quer nos seus objetivos.

Em relação a Cabo Verde, que tipo de ataques são mais frequentes?

- É importante perceber que a Internet não tem o conceito de geografias. Visto que Cabo Verde não se enquadra num País em contexto de guerra, diria que persistem o mesmo tipo de ameaças de cibersegurança que existem numa nação estável e democrática. Diria apenas que, provavelmente, a rede de Estado pela sua dinâmica e inovação constante, e o setor financeiro, por interesse óbvio, poderão estar mais expostos a ciberataques por parte da comunidade criminosa. Contudo, e pela dinâmica que tem vindo existir num mundo do cibercrime, não consigo caracterizar em concreto quais os ciberataques mais prováveis de ocorrer em Cabo Verde.

Projetos e garantia de segurança informática em Cabo Verde

O que pode a sua empresa fazer em termos de serviços para garantir a segurança informática em Cabo Verde ?

- A VisionWare, há mais de 16 anos, que tem vindo a desenvolver esforços – inclusive com presença contínua no país - no sentido de evoluir o nível de maturidade de segurança em Cabo Verde. Essa tem sido a principal motivação com a nossa presença em Cabo Verde. Na realidade, e após 15 anos de presença em Cabo Verde, posso acrescentar que já somos todos também um pouco “cabo-verdianos”.

Existe uma relação de amizade profunda com Cabo Verde, que em primeira instância, pela “morabeza” com que sempre fomos recebidos, mas também pelo que temos vindo a colaborar e aprender com este País. A VisionWare não tem mais nenhuma geografia com este tipo de relação. É caso único.

A VisionWare já avaliou o nível de segurança de mais de 30 organizações em Cabo Verde nos últimos 15 anos, tendo passado, muito provavelmente, pela maioria dos setores empresariais do País. Atualmente, soma mais de 20 clientes, em formato de colaboração continuada. Alguns deles, colaboram em estreita relação de parceria connosco há mais de 10 anos.

VisionWare opera em que países do mundo?

A VisionWare opera, de forma direta ou indireta, em todo o Mundo. Tem como principal foco de operação, a Europa e África.

Que importantes projetos a empresa tem para 2022 / 2023?

- A VisionWare continua em franco crescimento, atuando cada vez mais em diversos setores da segurança, e portanto, esse será o nosso principal objetivo para os próximos 2 anos. Ou seja, a estruturação do maior nível de serviços especializados na disciplina de segurança.

Este ano, e pelo que tem vindo a ocorrer mundialmente, a VisionWare abriu (sem restrições) o seu serviço de Security Operation Center (SOC) ao mercado. Este serviço tem como objetivo implementar uma “guarda inteligente”, com total abrangência, em modelo permanente (24 horas por 7 dias) à totalidade da infra-estrutura tecnológica e aplicacional da organização. Temos tido a inclusão de imensos clientes no nosso SOC, inclusive organizações de Cabo Verde. É uma necessidade imediata para quem se pretende prevenir contra ciberataques violentos.

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