ECONOMIA

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CEO ’gaijin’ da Mitsubishi quer revolucionar gestão no Japão 02 Maio 2021

Jean-Marc Gilson é desde há um mês o CEO da ’Mitsubishi Chemical Holdings Corp’, o primeiro ’gaijin’ (estrangeiro) a assumir a presidência da empresa com mais de 90 anos de história. O belga francófono quer mais, quer desafiar o’ statu quo’ japonês como expressa na pergunta: "Onde estão as gestoras?".

CEO ’gaijin’ da Mitsubishi quer revolucionar gestão no Japão

Como recém-chegado a uma empresa dum país com uma cultura diferente, o novo CEO da ’Mitsubishi Chemical’ — no ramo da indústria pesada e que está a apostar na revolução digital — expressa na pergunta o que mais o terá surpreendido: porque é que não há mais mulheres no topo das empresas?

"Estive este mês em 25, 30, 40 reuniões até agora, e ainda não encontrei nenhuma mulher em posição de chefia", expressou ele na conferência de imprensa da sua apresentação como o novo presidente e diretor-geral da corporação industrial.

"Fiquei espantadíssimo", afirmou. E depois entrou no busílis da sua questão que é "com ou sem iniciativa do governo" japonês, a gestão do belga Jean-Marc Gilson vai introduzir "a equidade de género" na ’Mitsubishi Chemical’.

O currículo do belga inclui vinte e um anos nos Estados Unidos, na empresa que o enviara ao Japão como executivo entre 2009 e 2014. A esposa é japonesa...

Sucesso é possível

Como escreve o Times of Japan, Gilson junta-se ao clube restritíssimo de diretores-executivos estrangeiros de grandes empresas japonesas, como Christophe Weber da Takeda Pharmaceutic; Sarah Casanova da McDonald’s Holdings Co. (Japan); Eric Johnson, que dirige o grupo químico JSR.

A entrada de CEOs estrangeiros tem vindo a ser promovida no Japão sempre que ocorram situações de crise. Foi o caso da Sony ao contratar o CEO Howard Stringer ou a Nissan Motor, no caso mais retumbante do brasilo-libanês Carlos Ghosn.

Mas como nota a imprensa nipónica, o caso de Gilson é diferente: a Mitsubishi Chemical escolheu-o não para ser o salvador da empresa como foi Ghosn em 2005 (ver link abaixo).

Gilson entra como "um catalisador da inovação". Indispensável no momento em que a indústria química japonesa enfrenta a crescente competição da China e Coreia do Sul, além de que o setor está a ser pesadamente afetado pelas regulamentações ambientais cada vez mais draconianas.

Obstáculos à parte, Gilson está confiante de que ele vai entrar para a mais que minússculla lista dos CEOs estrangeiros de sucesso no Japão — até ao fim.

Diversidade?

A mudança impelida pela diversidade no gigante japonês é um desafio e tanto, a acreditar numa das primeiras informações que o Ocidente recebia do Japão no final do segundo milénio.

Estudiosos tinham analisado que a diversidade era indesejável no país do sol nascente. Exemplo disso, era o caso dos alunos de 12-13 anos que ao voltarem das férias tinham perdido o negro dos cabelos, por ação do sol, do cloro ... Não houve concessões, a escola não permitia senão cabelos negros. Em nome da uniformidade, toca a pintar de negro os cabelos clareados sem intenção.
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Fontes: The Japan Times/ Le Monde/Wall Street Journal/Le Figaro. Relacionado:Indústria automóvel treme com prisão de super-presidente de Renault-Nissan-Mitsubishi, 21.nov.018. Foto (Reuters): Jean-Marc Gilson, belga, 57 anos.

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