AMBIENTE

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

COP26: PM de Cabo Verde "satisfeito" — PM do Japão promete $10 bn USD para ajudar Ásia a atingir emissão-zero 06 Novembro 2021

O primeiro-ministro Correia e Silva mostrou-se otimista à saída da reunião, 4ªfª 3, entre o secretário de Estado americano, Anthony Blinken, e chefes de Estado e governo de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. "Creio que é a primeira vez" que acontece "um comprometimento muito forte dos Estados Unidos relativamente à defesa das especificidades desses países que são muito vulneráveis do ponto de vista económico e ambiental". Entre os Desenvolvidos, a agenda do primeiro-ministro Fumio Kishida, do Japão, mostrou ser de palavra dita, ação feita. Em Glasgow onde chegou ao terceiro dia, o chefe do governo oferece nada mais nada menos que mil milhões de dólares nos próximos cinco anos para o esforço que os países da Ásia vão ter de fazer para atingir em 2030 a neutralidade nas emissões poluentes.

COP26: PM de Cabo Verde

O chefe do governo japonês, com a bilionária oferta no palco de Glasgow mostra o significado da sua prometida demonstração sobre o que o Japão pode fazer para reduzir as emissões poluentes. Uma grande aposta na sua estreia internacional como chefe de governo.

Foi pois com o moral elevado que Kishida defendeu que a ONU tem de convencer os países mais ricos a contribuírem à medida das suas responsabilidades — tal como mostra assim o seu exemplo — e todos os esforços para atingir a taxa zero de emissão de carbono. A começar pela Ásia, que está entre os que mais contribuem para a doença da Terra.

105 assinam: redução de 30% de emissões de metano

Cento e cinco dos países presentes na vigésima-sexta edição da Conferência assinaram um acordo de redução de 30% de emissões de metano. Esta ação é mais que necessária, é a última oportunidade para reduzir a emissão de gases poluentes com efeito de estufa decorrentes de atividades diversas.

O roteiro para atingir o objetivo inclui as seguintes etapas.

Primeira: Diminuir o consumo de combustíveis fósseis e adaptar diversas atividades do setor agropecuário ao industrial, para reduzir progressivamente a nociva produção de metano.

Segunda, o plano de ação deve levar à criação na agricultura e indústria de milhares de empregos de alta qualidade e inovadoras, além de "socialmente justos".

Terceira, proceder através da recuperação ambiental à melhoria das condições de vida dos que vivem em comunidades sacrificadas (na sua saúde e meio ambiente) ao longo do tempo histórico da industrialização em massa.

Como enfatizado por Joe Biden, os esforços têm de ser conjuntos pelo globo e os Estados Unidos comprometeram-se — na última intervenção em Glasgow na quarta-feira — a começar a faxina em casa.

5 edições pós Paris, quanto se avançou

Em curso desde domingo 31 até 12-12 na cidade escocesa de Glasgow, a COP26 tem uma nada inédita meta: "[d]efinir uma agenda global de ações para controlar o aquecimento do planeta e garantir a sobrevivência da espécie humana". Onde e quando é que já ouvimos isto? 2015, na COP21 em Paris! Então o que é que avançámos? Diante de tanta promessa incumprida, de acordos desrespeitados, esta é a última oportunidade para salvar o planeta, afirmam os líderes de forma convicta.

Temos de concordar com a desfasagem entre os comprometimentos de 2015 e as realizações até 2021. Que é feito dos valores que os líderes mundiais se comprometeram a limitar? Do aquecimento global a não atingir um aumento de dois graus Celsius em relação aos valores pré-industriais? Dos "esforços a desenvolver" para que ficasse abaixo dos 1,5 graus?

A COP26, Conferência das Partes, reunida em Glasgow com trinta mil participantes vindos de 196 países e 120 chefes de Estado está a fazer essas contas. E a ausência do supremo líder da China pesa.

Fontes: Kyodo/BBC/DW.de/... Fotos: Os primeiros-ministros do país-anfitrião e de Cabo Verde e o Secretário-Geral da ONU. O ’comboio do clima’ rumo a Glasgow — com passagem por Roterdão, Bruxelas e Londres — saiu de Amsterdão, Estação Central. Acordos — para reduzir o metano, atingir zero-carbono — não faltaram para salvar o planeta: há avanços ou é déjà-vu? A cidade de Glasgow vestiu-se de verde-gala na receção a milhares de proponentes e decisores, com a missão de "[d]efinir uma agenda global de ações para controlar o aquecimento do planeta e garantir a sobrevivência da espécie humana".

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project