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COP26: Ulisses Correia e Silva pede compromissos coletivos e acção 03 Novembro 2021

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, salientou hoje que o país tem uma “contribuição insignificante” na carbonização da economia mas que “sofre fortemente” os efeitos das alterações climáticas, e instou o mundo a “compromissos coletivos”.

COP26: Ulisses Correia e Silva pede compromissos coletivos e acção

“Os desafios das mudanças climáticas exigem compromisso coletivos e ação”, e exigem muito mais do grupo restrito de países do G20 (maiores economias do mundo), “que podem fazer a diferença com eficácia”, disse Ulisses Correia e Silva em Glasgow, Reino Unido, onde decorre uma conferência mundial sobre o clima.

Na intervenção na cimeira da ONU, o primeiro-ministro começou por lembrar que Cabo Verde é um pequeno Estado africano insular, com elevadas vulnerabilidades económicas e ambientais e forte exposição a choques externos.

E acrescentou que Cabo Verde defende “cortes ambiciosos” nas emissões de gases com efeito de estufa, investimentos nas adaptações às alterações climáticas e a concretização do financiamento climático prometido pelos países ricos para os países menos desenvolvidos.

Da parte da Cabo Verde, disse Ulisses Correia e Silva, está assumido o compromisso, para cumprir, de reduzir em 38% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030, atingindo a neutralidade carbónica em 2050.

E nas energias renováveis quer passar dos atuais 20% para mais de 50% em 2030, estando também empenhado na descarbonização dos transportes e numa agricultura mais sustentável.

A descarbonização faz-se também, avisou, erradicando a pobreza, porque sem isso não é fácil mobilizar as pessoas para práticas e atitudes a favor do clima.

Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC. A Semana com Inforpress

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