OPINIÃO

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Suspeitas de corrupção e mais corrupção 03 Maio 2019

No fim das jornadas parlamentares os resultados são sempre os mesmos. Nunca acatam as palavras de ordem dos eleitores, baseando-se no formulário, de forma autocrata, de decidir de acordo com os ideais do partido e ou de certos grupos de militantes. Aliás, como eu já havia dito, e volto a repetir, as jornadas parlamentares são formas de alegadamente os mesmos fazerem falsas digressões pelas ilhas e pela Diáspora para irem assistir a jogos de futebol como o que aconteceu no início do campeonato português. Os parlamentares nacionais já demonstraram que estão mais interessados no seu bem estar e o da sua família e amigos próximos.

Suspeitas de corrupção e mais corrupção

Por: Carlos Fortes Lopes*

As jornadas parlamentares são tidas, entre eleitores críticos, como formas ”legais” de alegadamente Deputados passearem e divertirem-se à custa do erário público, enquanto o povo sofre de falta de uma habitação condígna, comida para comer, (muitos estão sobrevivendo graças às lixeiras municipais), falta de água e electricidade e preços dos bens essenciais super elevados para uma sociedade que nem trabalho tem. Tais deputados (Conhecidos também de «Deturpados» como alguns os chamam com humor) estão a abusar da passividade do povo de Cabo Verde. Esses gajos (eleitos) só querem passear, divertir e supostamente enriquecer à custa do erário público. Utilizam as jornadas descentralizadas para exibirem o seu poder político e «assacar» dinheiro do obeso orçamento da Assembleia Nacional (dinheiro do povo desviado (transferido) para as contas bancárias desses eleitos - suspeita-se-se existir alguns corruptos disfarçados de gente séria.

Muitas das populações nas ilhas enfrentam formas várias de fome e falta de água para produzirem e sobreviverem, o que tem aumentado os ataques “Cassybody” em todas as ilhas do arquipélago.

No fim das jornadas parlamentares os resultados são sempre os mesmos. Nunca acatam as palavras de ordem dos eleitores, baseando-se no formulário, de forma autocrata, de decidir de acordo com os ideais do partido e ou de certos grupos de militantes. Aliás, como eu já havia dito, e volto a repetir, as jornadas parlamentares são formas de alegadamente os mesmos fazerem falsas digressões pelas ilhas e pela Diáspora para irem assistir a jogos de futebol como o que aconteceu no início do campeonato português. Os parlamentares nacionais já demonstraram que estão mais interessados no seu bem estar e o da sua família e amigos próximos.

No outro dia, já no fim do debate parlamentar, o presidente mencionou a Lei de Titulares de Cargos Políticos que vai regressar à plenária da Assembleia Nacional para debate e não pude conter de interrogações. Será que essa gente pensa que o povo já esqueceu das tentativas alegadamente corruptas de assaltar os cofres desse Estado (para aumento de salário e regalias dos titulares de cargos políticos), em o OGE depende sobretudo de ajudas externas e remessas dos emigrantes?

Pois, como acabou de ler, os parlamentares estão a preparar para reviver a Lei de Titulares de Cargos Políticos, que já foi rejeitada pela opinião pública e vetada pelo Presidente da República.

Quando esses parlamentares forem visitar as zonas devem ser recebidos com protestos e outras formas de luta contra supostos corruptos.

Eles não estão preocupados com o sofrimento do povo. Presume-se que só querem aumentar os seus já chorudos vencimentos. É inadmissível que um país como Cabo Verde, com apenas 525.000 almas vivas, tenha um parlamento recheado de 72 deputados a vencerem cerca de 400.000$00 cada, mensalmente. Fazendo as contas, só nos vencimentos para esses eleitos, alguns tidos como supostos mentirosos, os cofres do Estado estão sendo, todos os meses, delapidados no valor total de 28,800 milhões de escudos, o que multiplicado por 12 meses dá um total anual de 345,600 milhões de escudos. Dinheiro que pode dar para resolver os problemas das ilhas e das populações sofredoras. Enquanto os pobres coitados nem trabalho nem comida e água têm para sobreviver, eles desperdiçam o dinheiro (em salário e regalias) deste povo em passeios, jantares e beberetes. Os vencimentos e benesses que esses eleitos gastam mensalmente resolveriam os problemas de ilhas como São Nicolau, Maio e Brava.

Se formos analisar o historial da casa parlamentar cabo-verdiana concluiremos que os eleitos parlamentares nunca fiscalizam o Governo sustentado pelo partido que os colocou nas listas eleitorais. Uma autocracia em vias de ditadura. Os sucessivos governos não têm correspondido às necessidades das populações e a representante da UE no país acaba de confirmar a incompetência dos governantes. De acordo com a representante da UE, Cabo Verde não tem aproveitado de 1 milhão de Euros, anualmente, porque o nosso país tem sido incapaz de apresentar os exigidos projectos que satisfaçam os objectivos dos programas de apoio entre a União Europeia e Cabo Verde.

Os objectivos concordados entre a UE e Cabo Verde não têm vindo a ser cumpridas com Cabo Verde a desperdiçar 1 milhão de Euros em cada ano de fome, falta de água e pasto. Não consigo entender a razão porque o povo não invade aquela Assembleia e resolve o problema desses supostos incompetentes.

E, chega agora o Ministro dos Negócios Estrangeiros com a sua peça irónica de chamar a atenção dos que viajam para os USA com visto de turismo para regressarem antes dos 6 meses concedidos pelos serviços da emigração nas fronteiras aeroportuárias. Mas que ironia Sr. Ministro? Se o senhor e os seus estão bem da vida, comendo o dinheiro desses coitados, como pode ter esta pouca vergonha a intervir neste assunto. Não seria melhor ficares calado? Todos os que estão a sair do país estão à procura de uma vida melhor e alívio para as suas famílias abandonadas pelo Governo que os devia estar a proteger da fome e outros males sociais.

Só resta agora dizer que o nível intelectual dos parlamentares nacionais está sendo analisado e já se concluiu que está abaixo do nível requerido pela Constituição da República. Temos parlamentares que foram eleitos através das listas partidárias e nem sequer conseguem interpretar o conteúdo da nossa constituição. Por exemplo: saber quais os seus deveres constitucionais de fiscalizadores do desempenho do Governo. Temos um parlamento repleto de pessoas insensíveis e incompetentes.
— -
*A Voz do Povo Sofredor

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