POLÍTICA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Insólito com a CPI TACV: Ex-governante estranha ser convocado pela segunda vez apenas para responder sobre a venda dos aviões “Casa” na década de 1990 15 Mar�o 2018

O antigo ministro das Infra-estruturas, Manuel Inocêncio Sousa, foi convocado pela segunda na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a TACV, apenas para lhe perguntarem sobre o caso da venda, durante a governação do MpD na década de 1990, de dois aviões “Casa”, cujos quatro milhões de dólares não entraram na tesouraria da empresa. O parlamentar do PAICV considera “não ser muito normal” fazer uma pessoa vir do Mindelo para Praia simplesmente para confirmar o que já tinha declarado na audição anterior e não ser “muito comum”, nas CPI, a mesma pessoa ser auscultada duas vezes.

Insólito com a CPI TACV: Ex-governante estranha ser convocado pela segunda vez apenas para responder sobre a venda dos aviões “Casa” na década de 1990

Está acontecer o insólito com o inquérito relativo à gestão gestão da TACV com a CPI a ouvir, por duas vezes, um mesmo deputado. O visado é o parlamentar do PAICV, Manuel Inocêncio Sousa, que perdeu o seu tempo para viajar de Mindelo até à cidade da Praia, para simplesmente responder uma única pergunta sobre negócios com a venda dos aviões casas da TACV feitos durante a governação do MpD na década de 1990.

Segundo a Inforpress, cumpridas as formalidades, o presidente da CPI em exercício, Francisco Correia, perguntou ao antigo governante se tinha alguma coisa a acrescentar em relação à primeira edição, ao que este respondeu que não.

Entretanto, diante de uma única pergunta de um dos membros da CPI, se sabia se o Estado de Cabo Verde recebeu quatro milhões de dólares, produto da venda de dois aviões “Casa” na década de 1990, respondeu nesses termos: “Nem enquanto cidadão nem como deputado me lembra de ter havido uma discussão sobre esta matéria no Parlamento”.

Venda dos aviões e sumiço dos 4 milhões de dólares

“Só me lembro que, efectivamente, houve a venda desses dois aviões”, concluiu.

À saída da Comissão Parlamentar de Inquérito, ao ser confrontado pela imprensa sobre esta segunda convocatória, Manuel Inocêncio disse que estranhou, por não ser “muito comum”, nas CPI a mesma pessoa ser auscultada duas vezes.

“O estranho é eu me ter deslocado de São Vicente para vir sentar-me na mesa com os membros da CPI para me ser feita uma única pergunta relacionada com um assunto que aconteceu na altura em que éramos oposição”, lamentou Manuel Inocêncio Sousa, que considera “não ser muito normal” fazer uma pessoa vir do Mindelo para Praia simplesmente para confirmar o que já tinha declarado na audição anterior.

Por outro lado, uma segunda audição ao antigo presidente do conselho de administração da TACV, Alfredo Carvalho, foi cancelada porque os deputados entenderam que não era necessária.

Entretanto, sobre o caso dos aviões “Casa”, o comandante da TACV-Cabo Verde Airlines, Eduíno Moniz, disse, em sede da CPI, que houve tentativa de recuperação daqueles aparelhos, mas que ouviu dizer que os colegas, durante uma reunião no Congo, foram recebidos com uma “pistola em cima da mesa”.

A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a TACV foi criada com o objectivo de se apurar “toda a verdade” sobre a gestão da transportadora aérea nacional desde 1971 a 2017. C/ Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade
Cap-vert
Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project