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Moçambique/Cabo Delgado: Chefe da SAMIM afirma enfraquecimento de ataques 07 Mar�o 2022

Chefe da Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Moçambique, SAMIM, diz ter enfraquecido a atuação dos rebeldes em Cabo Delgado. Porém, reconhece persistência de focos de ataques.

Moçambique/Cabo Delgado: Chefe da SAMIM afirma enfraquecimento de ataques

A Missão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Moçambique, SAMIM, que apoia Moçambique no combate ao extremismo violento, diz ter destruído a maior parte das bases ou esconderijos dos terroristas em Cabo Delgado, o que enfraqueceu a atuação do grupo.

Esta afirmação é do chefe da organização, Mpho Molomo, que falou, este final semana (sábado, 05.03), aos jornalistas na cidade de Pemba, a capital da província nortenha de Cabo Delgado.

Segundo Mpho Molomo "os terroristas foram desalojados das suas principais bases". "Impedimos as suas ações, ’de tirar a vida’ às pessoas. As próprias pessoas asseguram que, devido à nossa presença nestas áreas, sentem-se mais seguras".

"A vida está a regressar à normalidade", disse, "e as pessoas estão a voltar para as suas zonas de origem", acrescentou.

Resultados

Os resultados alcançados pela intervenção da missão em estado de alerta da SADC que trava uma luta conjunta com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e as tropas do Ruanda contra o grupo "Al-Shabab", estão a permitir ao Governo, e aos seus parceiros, desencadearem ações de reconstrução das zonas devastadas pelo conflito.

A população, afirma o chefe da SAMIM, está a voltar às machambas e a retomar o trabalho de cultivo.

Porém, apesar dos sucessos, Mpho Molomo reconhece haver ainda alguns focos de resistência dos rebeldes, caraterizados por ataques esporádicos em algumas áreas recônditas de Cabo Delgado, com objetivo de saquear alimentos às populações.

De acordo com a fonte, o fato obrigou a força em estado de alerta da SADC a introduzir novas estratégias para enfraquecer ainda mais o inimigo."Reconhecemos que ainda há bolsas ou focos de ataques esporádicos nas zonas de Nangade, Macomia e Chai", disse.

"Estão a realizar uma guerra assimétrica, operando em pequenos grupos. Estão em ações de pilhagem em algumas vilas para obterem alimento",

Molomo diz, porém, que a organização está ciente dessas estratégias e garante que "todos os esforços estão a ser envidados no âmbito militar para abortar tais incidentes", afirma.

Visita do presidente do Botsuana à Cabo Delgado, em 30.12.2021. A SADC afirma ter destruído a maior parte das bases ou esconderijos do terroristas em Cabo Delgado, o que enfraqueceu a atuação do grupo.

Outro modus operandi

O chefe da Missão da SADC em Moçambique disse ainda que o outro modus operandi dos terroristas consiste na sua infiltração nas comunidades, e nos centros de reassentamento de deslocados internos.

Para impedir esta infiltração, o ativista social, Abudo Gafuro sugere maior interação entre as Forças de Defesa e Segurança e as comunidades.

Gafuro diz que as populações conhecem todos os movimentos que ocorrem nas comunidades e, por isso, têm maior possibilidade de descobrir condutas duvidosas dentro delas.

"Neste momento, os bandidos estão enfraquecidos e fragilizados em termos de logística. Estão em debandada e não têm um terreno próprio para esconderem-se", explicou.

"Por isso, [há] esta tentativa de misturar-se nas comunidades. A vigilância não pode parar, de modo que haja controlo. Para o Estado fazer as suas operações, e ter sucesso no combate ao terrorismo, temos de colaborar através de denúncias", diz.

A interação com as comunidades, particularmente com os líderes locais, tem sido uma das formas usadas pela SAMIM para repelir a estratégia de infiltração dos terroristas no seio das populações, afirma Mpho Molomo.

"Através dos líderes locais temos informação para poder abortar essa infiltração de terroristas nas comunidades".

"Como missão, estamos empenhados em ganhar as mentes e as almas ali, para que possam entender que a SAMIM está aqui para prestar apoio, e reafirmar a independência, e a integridade territorial, da República de Moçambique".

"Nós gozamos do apoio das comunidades locais", concluiu o chefe da SAMIM. C/DWÁfrica

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