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Miçambique/Cabo Delgado: Tropas da SADC anunciam abate de líder religioso dos rebeldes 03 Outubro 2021

A missão militar diz que o xeque Njile North tinha um papel "determinante no recrutamento e doutrinação" dos terroristas. Insurgente terá orquestrado primeiro ataque a Mocímboa da Praia, em outubro de 2017.

Miçambique/Cabo Delgado: Tropas da SADC anunciam abate de líder religioso dos rebeldes

A missão militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM, na sigla em inglês) anunciou, este sábado (02.10), ter abatido o líder religioso dos rebeldes em Cabo Delgado. O xeque Njile North tinha uma ervanária onde apelava à população para se insurgir.

Segundo a Lusa, o terrorista foi morto há uma semana numa operação em que foi destruída a base que liderava em Chitama, distrito de Nanagade, que faz fronteira com a Tanzânia. A ação militar levou também à morte de outros 18 rebeldes.

Ao xeque é atribuído o nome de registo de Rajab Awadhi Ndanjile, natural da aldeia de Litinginya, nas imediações do distrito de Nangade.

"Foi líder da seita religiosa da Al Sunnah wa Jama’ah", nome dado pela SAMIM ao movimento insurgente, considerando-o "determinante no recrutamento e doutrinação de membros do grupo".

Ataque a Mocímboa da Praia

"Acredita-se que Njile North tenha dirigido uma ervanária na sua aldeia, onde aproveitava para persuadir cidadãos comuns a insurgirem-se contra o governo de Moçambique", detalha a SAMIM em comunicado.

Revela a mesma fonte que a missão indica que o xeque "esteve envolvido na orquestração do primeiro ataque [da insurgência] a Mocímboa da Praia, a 5 de outubro de 2017", além de "subsequentes ataques terroristas a aldeias, rapto de mulheres e crianças que mais tarde foram transformadas em combatentes terroristas".

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020, conclui a Lusa.

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