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Cabo Verde: Chefe do Governo diz que governou o país no contexto mais difícil 24 Mar�o 2021

O Primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse esta quarta-feira, 24, no último debate mensal no parlamento desta legislatura, que governou no "contexto mais difícil" da história de Cabo Verde, acusando a oposição de ter faltado ao país.

Cabo Verde: Chefe do Governo diz que governou  o país no contexto mais difícil

"Governamos no contexto mais difícil que qualquer outro Governo governou em democracia: três anos de seca severa, as piores dos últimos 37 anos, e um ano de pandemia. Afetou fortemente o mundo rural, a economia, o emprego, o rendimento e a vida das pessoas", apontou Ulisses Correia e Silva", citado pela Agência Lusa.

O chefe do Governo e líder do Movimento para a Democracia (MpD, maioria) está esta quarta-feira, na Assembleia Nacional, no âmbito do debate mensal no parlamento, para fazer o balanço da legislatura, iniciada em 2016 e que termina com as eleições legislativas de 18 de Abril, e afirmou que "nenhuma destas crises e destas emergências aconteceram por vontade do Governo ou por falta de ação do Governo", escreve a mesma fonte.

"Nestes cinco anos difíceis, Cabo Verde não sentiu falta de Governo. Sentiu sim falta de uma oposição responsável, com sentido de Estado e comprometida com o país", afirmou, num discurso marcado por várias críticas à pré-campanha eleitoral realizada pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), noticia.

Depois de uma legislatura marcada por fortes conflitos entre o Governo e a bancada do MpD com a liderança do PAICV, Ulisses Correia e Silva foi ainda mais direto nesta intervenção, alegando o que diz ter faltado nos cincos anos de legislatura.

"Uma oposição democrática lá dentro, em casa, uma oposição que cumpre as regras democráticas internas, que valoriza o mérito, que integra e não exclui, que consiga transmitir confiança, porque quem não faz em casa não faz lá fora. E esta caracterização da oposição tem um nome: é o PAICV, não é toda a oposição. Precisávamos de um PAICV diferente, não foi", disse, citado pela Lusa.

"Protegemos os agricultores, os criadores de animais e as famílias rurais mitigando os efeitos da seca e dos maus anos agrícolas. Não só mitigamos, como investimos em mais mobilização de água para a agricultura, em energias renováveis para a bombagem da água, na comparticipação nos custos da rega gota a gota, no desencravamento de localidades. Protegemos a vida das pessoas, o emprego, as empresas e os rendimentos durante um ano de pandemia da covid-19 que ainda fustiga o país e o mundo", acrescentou, conforme cita a nossa fonte.

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