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Cabo Verde: Regulador pede auditoria após problemas nas comunicações 23 Fevereiro 2022

A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) cabo-verdiana pediu uma auditoria externa à operadora CV Móvel, após uma avaria que afetou vários serviços de comunicações, foi hoje anunciado.

Cabo Verde: Regulador pede auditoria após problemas nas comunicações

A reguladora cabo-verdiana informou em comunicado que fez o pedido à CV Móvel na sequência da privação de serviços aos utilizadores, durante todo o dia 16 de fevereiro e algumas horas do dia 18.

"Entende a reguladora que os factos sucedidos no passado dia 16 e 18 de fevereiro, exigem a realização de uma auditoria externa competente, à segurança das redes e serviços da CV Móvel, a expensas do operador, sendo, contudo, da competência da ARME estabelecer os requisitos a que deve obedecer a auditoria", informou a mesma fonte.

Na altura, a operadora móvel cabo-verdiana informou que, devido a uma avaria numa componente da central móvel, registou-se uma instabilidade na rede da CV Móvel, afetando os serviços de voz, mensagens e dados (Internet móvel).

Uma semana depois, vários serviços já voltaram ao normal, como voz, ’sms’ e dados, enquanto outros ainda não podem ser acedidos pelos clientes.

Na advertência, a ARME deu à empresa 72 horas, a contar da receção da missiva, para o envio de um plano detalhado de compensação aos clientes de todos os serviços interrompidos, em conformidade com a duração da falha de cada serviço e um relatório pormenorizado sobre o incidente.

A reguladora cabo-verdiana advertiu ainda a empresa a cumprir as suas obrigações legais relativas à segurança e integridade das redes de comunicações eletrónicas.

"A ARME adverte, ainda, que os operadores devem adotar medidas adequadas à prevenção, gestão e redução de riscos para a segurança das redes e serviços, visando, em especial, impedir ou minimizar o impacto dos incidentes de segurança nas redes interligadas, a nível nacional e internacional, e nos utilizadores", reforçou.

O regulador lembra que os operadores estão obrigados a assegurar a continuidade da prestação dos serviços que suportam.

"Facto que não se verificou, considerando que os utilizadores estiveram privados dos serviços da CV Móvel por um período superior a 22 horas, conforme informações disponibilizadas pelo próprio operador", terminou a ARME.

Em conferência de imprensa em 17 de fevereiro, o diretor operacional da CV Móvel, Almiro Rocha, disse que há vários anos que a empresa está a trabalhar numa mudança tecnológica e equipamentos redundantes na Praia e em São Vicente para evitar ’blackouts’ do tipo.

A CV Móvel é um dos subgrupos da empresa de telecomunicações estatal Cabo Verde Telecom, que operada nas redes móveis cabo-verdianas, juntamente com a Unitel T+. A Semana com Lusa

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