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Cabo Verde: Violência nas escolas já atingiu 44,9% dos alunos e 21,9% dos professores 09 Dezembro 2018

Quase metade dos estudantes e um quinto dos professores em Cabo Verde já foram vítimas de violência na escola, segundo um estudo apresentado, esta sexta-feira, na Praia, que aponta para elevados níveis de desconhecimento dos alunos sobre a violência.

Cabo Verde: Violência nas escolas já atingiu 44,9% dos alunos e 21,9% dos professores

O estudo sobre “Violência nas escolas secundárias públicas em Cabo Verde” foi elaborado pela Universidade de Cabo Verde (Unicv) e contou com a participação de 2.804 alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade que frequentam 12 escolas públicas e semipúblicas cabo-verdianas.

Participaram igualmente no estudo 566 docentes. De acordo com os resultados, 44,9% dos alunos inquiridos e 21,9% dos professores já foram, em algum momento, vítimas de violência.

Mais de um quarto (26,9%) dos estudantes assumiu ter praticado atos de violência.

A investigação identificou os corredores, as placas desportivas e os pátios como os locais onde ocorre mais violência.

Quando questionados sobre quem são as vítimas preferenciais da violência, os rapazes consideram que são os rapazes. As raparigas, por seu lado, elegem as raparigas como as maiores vítimas.

Os docentes acreditam que tanto os rapazes como as raparigas são vítimas de atos violentos nas escolas.

Em relação aos professores, os alunos – rapazes e raparigas – consideram que são as docentes as vítimas preferenciais, opinião idêntica à dos professores e professoras.

Sobre as causas e fatores que impulsionam os atos de violência, 76% dos estudantes assume que a origem está nos alunos: falta de interesse na matéria e comportamento dos educandos.

Também a maioria dos professores (79,8%) atribui aos comportamentos dos alunos a violência fora da sala de aula.

A maioria dos estudantes considera que a escola onde estudam é segura (65,5%), enquanto 83,1% dos professores também tem essa ideia.

Ao avaliar o conhecimento dos alunos e professores sobre vários tipos de violência - física, psicológica, patrimonial, sexual e cibernética – o inquérito apurou que 13,3% dos rapazes e 12% das raparigas considera que estes não são violência.

Um quinto (20,4%) dos rapazes e 23% das raparigas não considera que estragar o equipamento e material escolar seja um ato de violência, enquanto 15,5% dos alunos e 14% das alunas não classifica de violência insultar ou ser insultado. Fonte: Lusa

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