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Cabo Verde com 16 casos ativos e sem mortes associadas à Covid-19 há um mês 22 Mar�o 2022

Cabo Verde conta esta segunda-feira com 16 casos ativos da Covid-19 em todo o país, quando mais de 73,5% da população já foi vacinada, e completou um mês sem qualquer óbito por complicações associadas à doença, de acordo com dados oficiais.

Cabo Verde com 16 casos ativos e sem mortes associadas à Covid-19 há um mês

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Cabo Verde referem que desde o início da pandemia no país, há precisamente dois anos, o arquipélago somou 55.927 casos de Covid-19, que provocaram 401 óbitos, o último dos quais em 22 de fevereiro.

Em todo o passado mês de fevereiro registaram-se cinco mortos por complicações associadas à Covid-19, tantos como praticamente num único dia em janeiro, no pico de casos da pandemia no arquipélago, segundo os mesmos dados.

Cabo Verde atingiu um máximo diário de cerca de 1.400 novos infetados com o novo coronavírus num único dia em janeiro, já com a nova variante Ómicron a circular no arquipélago, chegando então a registar mais de 7.000 casos ativos, mas a situação melhorou rapidamente a partir da segunda semana de janeiro.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou na sexta-feira que o país cumpriu e esteve “à altura” no desafio da vacinação contra a Covid-19, administrando as duas doses a 73,5% da população adulta no espaço de um ano.

“Havia muitas reticências e desconfiança de que pudéssemos estar à altura para fazer este bom combate e os resultados estão a demonstrar que sim, conseguimos“, afirmou Ulisses Correia e Silva, em Assomada, interior da ilha de Santiago, na apresentação da situação da vacinação contra a Covid-19, que arrancou em 18 de março de 2021 em Cabo Verde.

Segundo os objetivos traçados na altura, Cabo Verde deveria assegurar a vacinação de pelo menos 70% da população elegível até final de 2021, começando por grupos prioritários.

Até 6 de março, segundo dados oficiais, Cabo Verde vacinou 272.152 adultos com as duas doses da vacina contra a Covid-19, equivalente a 73,5% da população elegível, e 317.087 adultos com pelo menos a primeira dose (85,6%).

“Através dos esforços do país na mobilização das vacinas através do mecanismo Covax e de ofertas de outros países, Cabo Verde mobilizou 1.045.840 doses de vacinas”, da AstraZeneca, Pfizer, Sinopharm e Moderna, refere ainda o governo, no balanço do primeiro ano de vacinação no país.

O país já utilizou 684.278 (65,4%) das vacinas recebidas, 45.056 dos adolescentes, dos 12 aos 17 anos, equivalente a 76,1% da população estimada nessa faixa etária, já tinham recebido uma dose e 36.258 (61,2%) estavam complemente vacinados.

A nível nacional, em relação a doses de reforço, segundo o último boletim disponibilizado pela Direção Nacional de Saúde, já tinham sido aplicadas 47.391 doses em adultos (12,8%).

Cabo Verde voltou em 6 de março à situação de alerta, o menos grave de três níveis, mantendo atualmente um nível “mínimo” de restrições devido à pandemia de Covid-19, deixando de ser obrigatório a utilização de máscara na via pública.

A medida, que vai vigorar por 30 dias, resultou da “avaliação positiva” da Direção Nacional de Saúde à situação epidemiológica do país, segundo informação do governo.

Deixou de ser obrigatória a utilização de máscara na via pública, mas mantém-se a sua obrigatoriedade nos espaços fechados de atendimento público, exceto em discotecas.

Deixou também de ser exigida a apresentação de certificado de vacinação ou de teste negativo no acesso a restaurantes e bares, mas continua a ser necessária essa apresentação para aceder a discotecas e locais de diversão noturna, bem como nas viagens interilhas e internacionais.

Todo o país estava em situação de alerta — o nível menos grave de três previstos na lei que estabelece as bases da Proteção Civil — desde 28 de outubro de 2021, mas o aumento exponencial de novos casos de Covid-19 após o período do Natal, e quando registava um Rt de 2,52, levou o governo a aumentar um nível no final do ano (para situação de contingência, em que permanece ainda), apertando as regras, desde logo com a proibição de festas de passagem de ano e o regresso ao uso obrigatório de máscaras na via pública. A Semana com Lusa

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