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Cabo Verde condena golpe de Estado no Burkina Faso e pede diálogo 03 Outubro 2022

O Governo de Cabo Verde condenou hoje o golpe de Estado no Burkina Faso e apelou às autoridades a privilegiarem o diálogo para solucionar os diferendos e evitarem eventual escalada de violência.

Cabo Verde condena golpe de Estado no Burkina Faso e pede diálogo

“O Governo de Cabo Verde vem acompanhando com muita preocupação a evolução da situação criada pelo golpe de Estado perpetrado no Burkina Faso, no dia 30 de setembro último”, começou por escrever, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional.

Cabo Verde reitera a sua firme condenação de qualquer ato de tomada de poder pela força e sublinha a necessidade de as autoridades militares respeitarem o cronograma de transição aprovado pela Cimeira da CEDEAO (Comunidade Económica de Estados da África Ocidental) de 3 de julho do corrente ano, o qual prevê o regresso à ordem constitucional até ao dia 01 de julho de 2024”, prosseguiu a mesma fonte.

E fez ainda um apelo às autoridades no sentido de tudo fazerem para evitar uma eventual escalada de violência e privilegiar a via do diálogo para solucionar os diferendos que existam.

Segundo a nota do MNE de Cabo Verde, país que juntamente com o Burkina Faso faz parte da CEDEAO, aquele país deve “recuperar a estabilidade tão necessária aos esforços para garantir segurança às populações”, terminou.

Na sexta-feira, militares, sob liderança do capitão Ibrahim Traoré, de 34 anos, assumiram o poder que até aí estava nas mãos de uma Junta Militar chefiada pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

Damiba tinha afastado do poder, em janeiro deste ano, Marc Roch Kaboré, Presidente eleito, a quem acusa de inoperância perante os ataques de insurgentes fundamentalistas à população civil.

No domingo, após mediações de líderes comunitários e religiosos do Burkina Faso, Henri Damiba renunciou às funções de chefe de Estado e líder da Junta Militar, cargo agora assumido por Troaré.

O novo líder do Burkina Faso também acusou Damiba de “inoperância, falta de firmeza e escassez de meios” para que as Forças Armadas combatam “de forma eficaz” os terroristas.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que é também presidente em exercício da conferência de chefes de Estado da CEDEAO, é recebido hoje pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para analisar a situação no Burkina Faso.

A ministra dos Negócios Estrangeiros guineense, Suzi Barbosa, que também preside ao conselho de ministros da CEDEAO, deslocou-se hoje a Ouagadougou para se encontrar com as novas autoridades do Burkina Faso.

Após um dia de confusão marcado por uma insurreição militar e tiros disparados em zonas estratégicas da capital, Ouagadougou, os autores do golpe anunciaram a suspensão da Constituição e da Carta de Transição.

Da mesma forma, os militares liderados por Traoré, o novo homem forte do país, decretaram a dissolução do Governo e da Assembleia Legislativa de Transição e instituíram um recolher obrigatório entre as 21:00 e as 05:00.

Os autores do golpe também ordenaram o encerramento das fronteiras nacionais e a suspensão de todas as atividades políticas e da sociedade civil. A Semana com Lusa

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