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Cabo Verde de laranja perde posição no índice de corrupção da Transparência Internacional 23 Fevereiro 2018

Cabo Verde, com 65 pontos percentuais, obtém uma nota média que coloca o país na 48ª posição entre os 180 países analisados pela Transparência Internacional, mas perdeu três posições desde o ano passado - de segundo passou para o terceiro lugar na África subsaariana. A Nova Zelândia lidera o ranking mundial, seguida da Dinamarca que ficou em primeiro, no ano passado.

Cabo Verde de laranja perde posição no índice de corrupção da Transparência Internacional

O "Índice de Perceções de Corrupção 2017", relatório apresentado esta quarta-feira, em Berlim, coloca Cabo Verde em 48º lugar e como o melhor classificado do grupo lusófono em África. Contudo, baixou para o terceiro melhor do continente (em 2016 foi o segundo melhor do grupo subsaariano) ultrapassado pelo Botswana e Seicheles.

Brasil caiu 17 lugares. Guiné-Bissau, Angola e Moçambique como piores

No relatório "Índice de Perceções de Corrupção 2017", o Brasil é agora o terceiro na CPLP, atrás de Portugal e Cabo Verde.

A Guiné-Bissau é, com 17 pontos, o pior dos países africanos de língua portuguesa e ocupa agora o 171º lugar.

A seguir está Angola, que, com 19 pontos, continua a descer e agora ocupa a 167ª posição (no ano passado tinha ficado em 164º lugar).

Também Moçambique, com 25 pontos, continua entre os piores, no ranking. Embora tenha subido seis pontos desde o ano passado, o seu lugar de 142º (entre 176 países) para 153º.

O Brasil caiu 17 posições e agora é 96º — apenas tangencialmente se mantém na média. A significativa queda explicar-se-á, segundo a IT, com o mediatismo das atuais operações de combate à corrupção. Lava Jato e outras similares terão empolado a perceção do fenómeno.

Segundo a IT, organização que mede a corrupção global, os brasileiros ainda não viram os efeitos salutares dos processos anti-corrupção, o que deverá acontecer em futuros relatórios, espera-se.

Top-5 e 5 piores

A Nova Zelândia, com 89 por cento, lidera, seguida da Dinamarca (menos um ponto), e são terceiros, ex-aequo com menos quatro pontos, a Finlândia, Noruega e Suíça.

A Singapura e Suécia ocupam a sexta posição, ex-aequo com 84%. Também ex-aequo com 82% ficaram o Canadá, Luxemburgo, Holanda e Reino Unido. A Alemanha é 12ª como 81 pontos percentuais.

Portugal está na 29ª posição, com 63 pontos, ultrapassado pela Islândia (77%), Estados Unidos (75%), Japão (73%) a França (70%).

Atrás do principal país da lusofonia, Portugal, classificam-se, por exemplo, Israel (62%), a Polónia (60%),a Espanha (57%), a Itália (50%).

O maior país lusófono, o Brasil em queda no Índice IT, também pontua mal no grupo dos BRICS: os seus 37 pontos são ultrapassados pelos 43 da África do Sul, 41 da China e 40 da Índia. Pior nos BRICS, só a Rússia, com 29%.

Os piores mesmo são o Iémene (16%), o Afeganistão (15%), a Síria (14%), o Sudão-Sul (12%) e a Somália (9%). Classificam-se ainda entre os dez piores, ex-aequo com 17 pontos, a Coreia do Norte, a Guiné-Equatorial e a Guiné-Bissau, o Sudão e a Líbia.

Fonte: www.transparency.org/cpi2017

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