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Cabo Verde é país convidado de honra a participar na "Feira do Livro de Maputo 2021" 28 Agosto 2021

Literaturas de língua portuguesa e castelhana estarão em destaque na 7ª edição da Feira do Livro de Maputo, que decorrerá no formato virtual entre 21 a 23 de Outubro deste ano. Cabo Verde, um País que construiu ao longo de anos, pontes culturais que permitam maior fluidez de circulação de produtos culturais (música e literatura) é convidado de honra a participar neste envento.

Cabo Verde é país convidado de honra a participar na

Desde a 6ª edição, em Outubro de 2020, ano da migração para o espaço virtual, devido a pandemia da Covid-19, a Feira do Livro de Maputo não tem parado de crescer, e de contribuir para enriquecer o mosaico cultural da cidade capital. A 7ª edição deste destacado evento cultural realizar-se-á, finalmente, de 21 a 23 de Outubro de 2021, e terá Cabo Verde como País Convidado.

Segundo uma nota remetida ao Asemanaonline, uma alta individualidade cultural e intelectual de Cabo Verde (ainda por confirmar), fará a conferência inaugural, de seguida a mesa de abertura terá as honras de Germano Almeida (Cabo Verde), Hélia Correia (Portugal), Donato Ndongo (Guiné-Equatorial), Bento Baloi (Moçambique), Maria Valéria Rezende (Brasil), com a moderação do jornalista cultural Manuel Halpern (Portugal).

Entre os autores convidados contam-se figuras literárias representativas de diferentes gerações da literatura caboverdiana, como Daniel Medina, Vera Duarte, Dina Salústio, David Hopffer Almada, Natacha Magalhães, José Luís Hopffer Almada, Germano Almeida (Prémio Camões 2018), José Luiz Tavares, entre outros.

Esta edição da Feira do Livro terá Cabo Verde como País Convidado, coincidindo com a celebração dos 154 anos do nascimento de Eugénio Tavares (1867-1930), um dos mais importantes marcos da cultura cabo-verdiana sendo responsável pela valorização e utilização do crioulo na sua atividade literária e musical. É referido, por vezes, como o Camões de Cabo Verde, construiu ao longo de anos, pontes culturais que permitem maior fluidez de circulação de produtos culturais (música e literatura)

"Cabo Verde, assume hoje o papel central no desenvolvimento das indústrias culturais e criativas no espaço dos PALOP em particular, e no mundo no geral, alargando assim o mercado cultural, a mobilidade editorial, o intercâmbio cultural, com o aproveitamento das sinergias e complementaridades entre diferentes culturas unidas pela mesma língua, fatores decisivos para atração de investimentos sociais, económicos e culturais", lê-se na nota.

De ressaltar que Cabo Verde como Convidado de Honra, construiu ao longo de anos, pontes culturais que permitam maior fluidez de circulação de produtos culturais (música e literatura), comunicação convivência que facilitem a realização de eventos plurinacionais, enquanto poderoso instrumento para a substanciação da CPLP, dando-lhe "dimensão e profundidade".

Nestes termos, vale lembrar que, no biénio 2018-2020, Cabo Verde assumiu a presidência da Comunidade dos Paises de Língua Portuguesa (CPLP), e escolheu como lema da sua gestão comunitária, “A CULTURA. AS PESSOAS. OS OCEANOS”. "Criou uma série de eventos que tiveram como objetivo geral a mobilização de todas as instituições artístico culturais e seus fazedores, como forma de mobilizar toda a comunidade e de estreitar os eixos da participação efetiva, a livre circulação dos bens culturais e de procura de fortalecimento do traço identitário de cada país".

Revista Claridade e Viragem da literatura caboverdiana

"A Claridade – revista de artes e letras" foi uma revista literária surgida em Março de 1936 na Cidade do Mindelo, Ilha de São Vicente, e que está no centro de um movimento de emancipação cultural, social e política da sociedade cabo-verdiana cujo seu núcleo fundador e dinamizador constituído por Baltasar Lopes (São Nicolau, 1907 – 1989), Jorge Barbosa (Santiago, 1902 – 1971), Manuel Lopes (São Nicolau, 1907 – 2005) e João Lopes (São Nicolau, 1894 – 1979).

 Do ponto de vista literário, os estudiosos definem a Claridade como o marco de uma fase de contemporaneidade estética e linguística, superando o conflito entre o Romantismo de matriz portuguesa - dominante durante o século XIX - e o novo Realismo, atento às realidades do quotidiano do povo e procurando refletir a consciência coletiva caboverdiana.

Festivais Literários e escritores convidados

O País Convidado de Honra da Feira do Livro de Maputo, conta com dois destacados festivais literários, nomeadamente Morabeza – Festa do Livro de Cabo Verde, uma organização conjunta do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, da Biblioteca Nacional de Cabo Verde e do Centro Cultural do Mindelo e o Festival de Literatura Mundo do Sal, certa que reúne autores, estudiosos, tradutores e mediadores da Literatura-Mundo (diversos fazeres literários contemporâneos) com o objetivo de estimular o diálogo entre estes agentes e, ademais, valorizar a ilha do Sal como destino cultural no Atlântico, iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Sal e a editora Rosa de Porcelana.

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