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Cabo Verde forma primeiros médicos em parceria com a Universidade de Coimbra 06 Novembro 2021

Em outubro de 2015, um total de 25 estudantes foram pioneiros na formação, mas apenas 17 chegaram ao fim, sendo que 15 vão receber as fitas, enquanto um é de nacionalidade brasileira e outro decidiu não tomar parte da cerimónia. Quem vai estar presente é professor catedrático e pneumologista Carlos Robalo Cordeiro, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, parceira da primeira edição do Mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Cabo Verde.

Cabo Verde forma primeiros médicos em parceria com a Universidade de Coimbra

este sábado, 06, no Centro de Convenções do Campus de Palmarejo Grande. Os estudantes, que receberam bolsa do Governo cabo-verdiano, fizeram os primeiros três anos em Cabo Verde, o 4º e 5º anos em Portugal e o 6º novamente no arquipélago, onde vão ficar a exercer, conforme protocolo entre os dois estabelecimentos de ensino.

Para a Universidade de Cabo Verde, trata-se de um "projeto ambicioso e ousado", para "formar médicos de e para Cabo Verde", na tentativa de colmatar a necessidade de médicos no sistema e consequentemente melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população cabo-verdiana. "Seis anos depois, a Universidade de Cabo Verde coloca no mercado de trabalho os primeiros médicos formados em Cabo Verde", regozijou-se a universidade pública cabo-verdiana.

O primeiro Mestrado Integrado em Medicina, com a duração de seis anos, é uma iniciativa conjunta das universidades de Cabo Verde (UNI-CV) e de Coimbra (UC). O curso arrancou com 25 alunos, sendo 20 cabo-verdianos e cinco dos restantes países africanos de língua portuguesa, selecionados num universo de mais de 100 candidaturas e era exigida uma média de 17 valores.

Na altura do seu lançamento, a reitora da universidade cabo-verdiana, Judite Nascimento, salientou a importância da área da saúde no país e afirmou que o curso é o primeiro passo para criar uma faculdade de medicina no país.

O primeiro ano do curso teve um corpo docente de 14 professores, sendo sete cabo-verdianos e outros tantos portugueses, com salário pago pela UC, enquanto a Uni-CV, com sede na Praia, arcou com um suplemento e despesas de deslocação e estadia dos docentes lusos.

Na altura, o então Primeiro ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, estimou que em uma década será possível ter professores de medicina e médicos formados no país, abrindo novas possibilidades para o ensino e a investigação na área da saúde. "O que nós queremos é daqui a 10 ou 15 anos termos professores cabo-verdianos formados com este projeto para darem aulas, fazer a regência das cadeiras e também fazer investigação", disse o agora Presidente da República eleito de Cabo Verde.

Criado com o apoio do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o curso tem ainda como parceiros o Hospital Agostinho Neto, na Praia, e a Ordem dos Médicos de Cabo Verde (OMCV).

Asemana C/Lusa

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