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Cabo Verde investe na formação para uma melhor abordagem nos casos cardiorrespiratórios 15 Julho 2022

O Ministério da Saúde iniciou, esta quinta-feir, com a parceria da Região Autónoma da Madeira, para a zona sul do país, uma formação de Suporte Avançado de Vida destinada a médicos e enfermeiros visando uma melhor abordagem nos casos cardiorrespiratórios.

Cabo Verde investe na formação para uma melhor abordagem nos casos cardiorrespiratórios

O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, que presidiu a cerimónia de abertura da formação, na Cidade da Praia, afirmou, na ocasião, que esta acção está inserida num programa da emergência pré-hospitalar e hospitalar voltada para a área cardiovascular e cuja função é prevenir e tratar situações que envolvem intervenções de paragem cardiorrespiratória.

“É uma formação de Suporte Avançado de Vida, mas também imediato destinada não só a médicos como a enfermeiros, voltada para a área cardiovascular e cuja função é prevenir e tratar situações que envolvem intervenções de paragem cardiorrespiratório”, disse, sublinhando tratar-se de um programa da emergência pré-hospitalar e hospitalar.

Ainda segundo o governante, em declarações à imprensa, a formação visa dotar os formandos de instrumentos para uma intervenção rápida, pois, justificou, quando mais rápida for a intervenção numa situação de paragem cardiorrespiratória maior a probabilidade de a pessoa sobreviver e se recuperar.

“É neste sentido que esta formação está sendo ministrada pela equipa, e no âmbito de um protocolo assinado com a Região Autónoma da Madeira. A sua primeira fase é para os médicos da zona sul do país e, em Outubro, será ministrada na região norte”, ajuntou.

Neste sentido, realçou que a formação, que visa treinar uma equipa para abordagem rápida nas causas de paragem cardíaca, na identificação dos doentes em risco de deterioração e na abordagem da paragem cardíaca e dos problemas peri-paragem, é credenciada, ou seja, os formandos receberão um certificado que lhes confere capacidade de intervenção na área.

“As doenças cardiovasculares constituem as principais causas quer de morbilidade e mortalidade em Cabo Verde, assim como as situações de traumas. Neste momento estamos a seguir este, mas sem prejuízo de avançar em outras áreas como a de traumas”, ressaltou.

Para a representante do sistema nacional de saúde da Madeira e coordenadora do curso na Escola SESARAM, Regina Rodrigues, o protocolo entre Região Autónoma da Madeira e Cabo Verde incide na área de formação, neste caso a de emergência em suporte básico, avançado e imediato de vida.

“Estamos a iniciar o curso de Suporte Imediato de Vida, por dois dias, para médicos e ao terceiro dia será para enfermeiros. O curso tem como função dotar os profissionais e as equipas de saúde com competências técnicas e não técnicas na abordagem de um doente em paragem cardiorrespiratório ou peri-paragem para que possam actuar rápido”, indicou.

De acordo com Regina Rodrigues, para evitar uma paragem cardiorrespiratório é preciso treino e dotar a equipa de ferramentas e linguagem comum para poderem saber trabalhar com os equipamentos de uma forma rápida e eficaz.

“A formação permite ainda treinar outras competências, as não técnicas muito importante nesta área e que trabalham a equipa, a comunicação, a liderança da equipa e antecipação, e situações críticas”, frisou, sublinhando que Madeira já fez este percurso há alguns anos atrás, pelo que decidiu partilhar experiência e conhecimentos com Cabo Verde.

A Madeira, observou, tem esta escola de certificação que entregará um certificado com validade internacional, por um período de cinco anos, aos formandos do curso.

A paragem cardiorrespiratória (PCR) consiste em uma intercorrência que apresenta grande ameaça à vida, sendo caracterizada pela cessação repentina da actividade mecânica ventricular, das funções cardiorrespiratórias e cerebrais, que são confirmados através da ausência de pulsos, estado de inconsciência e apneia.

É considerada a condição clínica mais crítica na prática médica, pois, em média, apenas cerca de 10% dos pacientes sobrevivem fora do hospital e cerca de três quartos morrem mesmo se a paragem cardiorrespiratória ocorrer em ambiente intra-hospitalar.

Em Cabo Verde, assim como em outros países, têm aumentado as doenças com início súbito e as crónicas que agudizam, pelo que se precisa de profissionais capacitados e qualificados para integrar nas equipas de atendimento em contextos extra e intra-hospitalar à pessoa/família em situação crítica.

A Semana com Inforpress

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