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Cabo Verde já vale 10% do negócio da tecnológica portuguesa VisionWare e está a crescer 17 Maio 2023

O mercado cabo-verdiano já representa 10% da faturação global da empresa portuguesa de cibersegurança VisionWare, que reconhece a aposta crescente das entidades cabo-verdianas no reforço da segurança informática.

Cabo Verde já vale 10% do negócio da tecnológica portuguesa VisionWare e está a crescer

“Depois de 15 anos a operar em Cabo Verde, e face a uma estratégia do Governo de Cabo Verde em adotar as boas práticas do setor da segurança, e especialmente, a também adoção dos regulamentos em vigor na União Europeia, estou convicto que Cabo Verde irá apostar seriamente no tema da segurança de informação para os próximos anos”, afirmou hoje à Lusa o fundador e diretor daquela empresa portuguesa de segurança de informação e cibersegurança, Bruno Castro.

A VisionWare anunciou anteriormente um aumento da faturação global de 22% em 2022, para quatro milhões de euros, 10% dos quais a partir de Cabo Verde. Em 2021, a faturação de Cabo Verde teve um peso de 6% do total, sendo a perspetiva de crescer, também no arquipélago, onde já emprega 20 pessoas, no escritório da Praia, com a perspetiva, segundo Bruno Castro, de “crescer rapidamente”.

“Alinhado com a tendência internacional, em apostar na evolução do nível de maturidade da cibersegurança e de todos os complementos normativos ou legislativos que estão a ser estabelecidos nos países do mundo ocidental. O tecido empresarial [cabo-verdiano] já tinha essa estratégia definida, nomeadamente na banca e seguros, e, agora, revejo genericamente uma adoção globalizada pelo Estados e pelas Instituições do Estado em vir a cumprir a tendência do mercado”, reconheceu ainda.

Em finais de novembro, a VisionWare lançou em Cabo Verde um centro de análise de ciberameaças à segurança mundial, com especialistas que se vão infiltrar no submundo dos ciberataques e atuar rapidamente.

Na altura, também em entrevista à Lusa, Bruno Castro disse que a empresa, que é credenciada pela NATO em soluções de segurança da informação e cibersegurança, pretende obter informação, se possível, em tempo real, para reconhecer um ataque cibernético quando acontece, e saber quem são os autores, suas motivações, entre outros dados, para poder responder rapidamente.

O responsável disse agora que essa é mais uma prova da presença contínua da empresa no arquipélago, que, tal como o mundo inteiro, preocupa-se com as questões de segurança cibernética.

Segundo a VisionWare, 2022 ficou “marcado pelo aumento exponencial do número de ciberataques, também com repercussão acentuada em Portugal” e “crescente” preocupação Com “esta tendência mundial”, crescimento que “é igualmente refletido no balanço financeiro” da empresa.

Só em 2022, a VisionWare refere ter contratado 30 trabalhadores para as suas equipas, nomeadamente para as duas geografias nas quais opera e detém escritórios físicos – Portugal (Porto e Lisboa) e Cabo Verde (Praia), “equivalente a um incremento no número total de colaboradores na ordem dos 60%, relativamente a 2021”.

“Este notório crescimento e positivo desempenho da empresa, o qual nos deixa tão orgulhosos, foi potenciado pelos inúmeros acontecimentos mediáticos registados ao longo do último ano, e que vieram validar a importância crucial da implementação de modelos de ’governance’ e de estratégias de cibersegurança, e segurança da informação, no plano anual e nas decisões das empresas e organizações, qualquer que seja a sua dimensão”.

A VisionWare é uma empresa portuguesa, fundada em 2005 e especializada em segurança de informação, nomeadamente nas áreas de cibersegurança, tecnologias de informação ou investigação forense, entre outras.

A Semana com Lusa

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