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Cabo Verde numa "nova era" no relacionamento com o "povo irmão" da Guiné-Bissau 26 Julho 2021

O Presidente caboverdiano, Jorge Carlos Fonseca, afirmou esta segunda-feira, 26, que Cabo Verde vive uma "nova era" no relacionamento com a Guiné-Bissau e que "não há outra opção" que não seja o reforço da cooperação entre "povos irmãos".

Cabo Verde numa

De acordo com a Agência Lusa, Cabo Verde e a Guiné-Bissau podem e devem inaugurar esta nova via para o desenvolvimento. Como povos irmãos que somos, não há outra opção que não seja pavimentar esta estrada nova para este século que temos pela frente", afirmou o chefe de Estado, no Palácio Presidencial, na Praia, após receber as cartas credenciais da nova embaixadora guineense no arquipélago, Basiliana Hopffer Soares Tavares.

"A nossa cooperação pode e deve ser relançada, diversificada, enriquecida, com base em novos paradigmas e modelos, de acordo com as nossas prioridades e com este tempo que se abre à frente. É a hora de darmos corpo a essa vontade existente de ambos os lados, de avançar e de realizarmos todo o potencial existente. E neste desejo de estreitar mais a nossa cooperação, Cabo Verde e a Guiné-Bissau podem beneficiar mutuamente das potencialidades de cada um dos países", acrescentou, conforme a mesma fonte.

Os dois países, que partilham laços históricos entre ambos os povos, inclusive a luta contra o regime colonial, vivem atualmente o momento mais alto das relações bilaterais, após décadas de afastamento, tendo o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, realizado uma visita oficial a Cabo Verde há cerca de duas semanas, retribuindo a que Jorge Carlos Fonseca realizou a Bissau em janeiro.

Tratou-se da primeira visita e um chefe de Estado caboverdiano e coincidiu no mesmo período da abertura da primeira Embaixada de Cabo Verde em Bissau, que passou igualmente a ter um embaixador residente, refletindo o nível das relações bilaterais.

Para o chefe de Estado caboverdiano, abre-se "uma nova era no relacionamento entre os dois países", que "poderá beneficiar" os "dois povos a vários níveis", descrevendo ao mesmo tempo a importância da Guiné-Bissau para Cabo Verde: "É um país que é um pouco nosso também".

Ainda segundo a Lusa, após apresentar as cartas credenciais ao Presidente da República, a nova embaixadora em Cabo Verde, Basiliana Hopffer Soares Tavares, afirmou que "os laços históricos, linguísticos, culturais e de sangue" existentes entre os dois povos "constituem uma base sólida para uma cooperação profícua e em fase de evolução premente", num "clima de amizade e de cooperação em diferentes domínios de interesse comum".

"É do nosso total interesse sedimentar cada vez mais essa benéfica cooperação e continuar a construir um futuro de amizade, de fraternidade e de solidariedade entre os nossos povos", enfatizou a diplomata, citado pela nossa fonte.

"Terei como prioridade a preservação das relações de amizade e de cooperação e a sua diversificação vantajosa para o desenvolvimento e progresso dos nossos dois países irmãos", disse ainda Basiliana Hopffer Soares Tavares, que sucede no cargo a M’bala Alfredo Fernandes, que em fevereiro de 2018 se tornou no primeiro embaixador da Guiné-Bissau residente em Cabo Verde.

Dirigindo-se à diplomata, o Presidente caboverdiano afirmou confiar na continuação do "abnegado trabalho de construção de pontes" entre os dois países iniciado por M’bala Fernandes, ao mesmo tempo que elogiou a comunidade guineense que trabalha no arquipélago - a maior no país, com cerca de 10 mil emigrantes -, reconhecendo a sua importância no "desenvolvimento" de Cabo Verde, escreve a nossa fonte.

Afirmou que após os acordos facilitados pelos governos dos dois países, é a vez dos empresários de Cabo Verde e da Guiné-Bissau "encontrarem as vias para a concretização de parcerias eficientes", assumindo potencialidades que podem ser exploradas bilateralmente em áreas como o turismo, serviços, construção civil, indústria farmacêutica, educação, saúde, governação eletrónica, tecnologias de informação, administração pública, formação, pescas ou energias renováveis, entre outras.

"Podemos cooperar de forma intensa", sublinhou, apontando desde logo como prioridade o estabelecimento de "ligações aéreas regulares" e marítimas, entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, conforme cita a Lusa.

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