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Cabo Verde pode ser o sexto país africano a ter uma zona económica apoiada pela China 13 Outubro 2019

O especialista em questões africanas Manuel Ennes Ferreira considerou, nesta sexta-feira,11, que a ligação da China à zona económica especial de Cabo Verde pode levar a um apoio oficial e o arquipélago tornar-se a sexta zona apoiada em África.

Cabo Verde pode ser o sexto país africano a ter uma zona económica apoiada pela China

“A minha grande curiosidade para os próximos dois anos é ouvir a China dizer oficialmente que, dentro da decisão veiculada de apoiar 50 zonas económicas especiais do mundo, sete serão em África, já apoiam cinco e Cabo Verde pode ser a sexta, isso mudaria o jogo completamente e seria muito, muito importante”, disse Ennes Ferreira na intervenção na Conferência ‘Cabo Verde: Desafios para o Futuro’, organizado pela Lusa e que decorre na sexta-feira, na Praia.

“O facto de a China aparecer não é menor, é meio caminho andado para um pontapé de saída inicial, porque a China não dá um passo inocente, se está interessada em apostar nisso é porque se enquadra na sua política de expansão em África", disse o professor de Economia no Instituto Superior de Economia e Gestão, de Lisboa.

Cabo Verde está a criar uma zona económica especial marítima, uma ideia que Ennes Ferreira diz ser adequada ao modelo de desenvolvimento económico escolhido pelos governos cabo-verdianos, mas alerta que a escolha tem desafios.

"Há vários problemas, sendo um deles a inflação, porque o aumento de procura naquela ilha, a mão de obra, que vai ter de se deslocar, a pressão sobre os salários e o setor imobiliário, para além da questão da assimetria regional, são problemas que o Governo vai ter de resolver", disse o académico.

"Cabo Verde não é, em termos de desenvolvimento, equilibrado, o que é normal, mas se a ZEEM funcionar bem, a polarização vai fazer-se sentir de uma forma muito mais acentuada em São Vicente, a assimetria regional pode agravar-se e atingir um ponto insustentável para o equilíbrio interno do país, criando um enclave, em que há todas as condições para o crescimento económico de uma região, mas não há qualquer ligação à economia nacional", concluiu a mesma fonte citada pela Lusa.

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