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Cabo Verde prevê investimentos para meios marítimos e aéreos da Guarda Costeira - PR 22 Abril 2022

O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, reconheceu hoje a necessidade de investimentos nos meios marítimos e aéreos da Guarda Costeira, após reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional.

Cabo Verde prevê investimentos para meios marítimos e aéreos da Guarda Costeira - PR

"Há necessidade de não só de manutenção dos meios marítimos, como aquisição de meios aéreos para o funcionamento pleno da nossa Guarda Costeira", afirmou o chefe de Estado, no Mindelo, ilha de São Vicente, no final da reunião daquele órgão, a primeira a que presidiu desde que tomou posse, em novembro passado.

O Conselho Superior de Defesa Nacional é um órgão específico de consulta para os assuntos relativos à Defesa Nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas, funcionado na dependência da Presidência da República, tendo como membros o primeiro-ministro, o vice-primeiro-ministro, membros do Governo titulares das pastas dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna, entre outros, bem como o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

Numa lógica de descentralização, adotada desde que assumiu o cargo de Presidente da República, José Maria Neves anunciou hoje que a sede das reuniões deste órgão "passa a ser a cidade do Mindelo".

Nas mesmas declarações aos jornalistas, José Maria Neves apontou para o "reforço dos meios que são disponibilizados à Guarda Costeira": "Há aspetos mais operacionais e esses aspetos serão trabalhados e divulgados pelo Ministério da Defesa".

O Presidente da República insistiu que nesta reunião foi discutida "toda a problemática da Guarda Costeira enquanto nervura central das Forças Armadas" e "a aquisição de meios e equipamentos para que dentro de uma estratégia de modernização se possa conseguir melhores resultados nesse domínio".

Segundo dados das Forças Armadas, o navio-patrulha "Guardião" é o mais importante da frota da Guarda Costeira de Cabo Verde e tem vindo a sofrer várias intervenções. O navio, de 51 metros de comprimento foi construído nos estaleiros navais da Damen, Países Baixos, em 2011.

A frota integra ainda o NP "Vigilante", de 52 metros e construído na Alemanha em 1971, o NP "Tainha", de 26 metros e construído na China em 1998, o NP "Espadarte", construído nos Estados Unidos em 1993, tal como o NP "Rei", de 2009 e com 13 metros.

Com uma superfície de 4.033 quilómetros quadrados (km2), o arquipélago de Cabo Verde está espalhado por uma área de aproximadamente 87 milhas (140 km) de raio, com cerca de 1.000 km de costa e uma área marítima de responsabilidade nacional de 734.265 km2, que inclui as águas arquipelágicas, o mar territorial, a zona contígua e a Zona Económica Exclusiva.

Na vertente aérea, a Guarda Costeira está há vários anos sem qualquer meio, tendo o Governo cabo-verdiano anunciado anteriormente que pretende adquirir um avião para aquela força, para garantir evacuações médicas — entre as ilhas, atualmente realizadas em voos comerciais - e patrulhamento aéreo.

Segundo José Maria Neves, a reunião de hoje do Conselho Superior de Defesa Nacional permitiu ainda fazer "a análise da situação das Forças Armadas", bem como das "perspetivas e desafios que existem".

"Fez-se um balanço estratégico e perspetivou-se o futuro, dentro de uma ideia mais profunda de reforma das Forças Armadas", disse ainda.

O Presidente destacou tratar-se de uma reunião que serviu de "reflexão" sobre o país, nomeadamente a reforma das Forças Armadas, que contam com mais de 1.000 militares.

"A ideia global é que se vai trabalhar para acelerar o ritmo de reforma das Forças Armadas", reconheceu José Maria Neves.

Acrescentou que a reunião serviu igualmente para fazer "uma discussão sobre a diplomacia sanitária" adotada por Cabo Verde, a pensar noutras "pandemias" que possam surgir.

"Cabo Verde foi confrontado agora com a pandemia [covid-19], como os restantes países, mas sendo um pequeno Estado insular, um arquipélago de 10 ilhas, a pandemia apresentou-se como um enorme desafio para Cabo Verde. Tivemos um relativo sucesso, agora temos de trabalhar para transformar os desafios com que fomos confrontados em novas oportunidades para mobilizarmos parcerias, competências, capacidades para, através da diplomacia sanitária, darmos um salto neste domínio e podermos fazer face a novos desafios", concluiu. A Semana com Lusa

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